Autor Tópico: E que tal motos hibridas?  (Lida 6574 vezes)

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E que tal motos hibridas?
« em: 16 de Julho de 2020, 15:46 »
Ao passar os olhos na edição da revista "Andar de Moto" da passada segunda-feira, dia 06/07/2020, encontrei um artigo a falar da nova patente da Suzuki que revela que a marca acredita em motorização híbrida.
Deem uma olhada:

https://www.andardemoto.pt/moto-news/49969-patente-revela-que-a-suzuki-acredita-em-motorizacao-hibrida/
 
Rui

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Re: E que tal motos hibridas?
« Responder #1 em: 16 de Julho de 2020, 16:06 »
Uma ideia que já se materializou nos automóveis e creio ter morrido.
Talvez possa vingar nas duas rodas, embora tenha sérias dúvidas.
De qualquer forma é bom saber que a Suzuki continua empenhada em procurar alternativas  _pol_     
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Re: E que tal motos hibridas?
« Responder #2 em: 16 de Julho de 2020, 16:16 »
A nível de carros já tive um híbrido e gostei, nas motas reduziria também o consumo seria benéfico, pelo lado negativo aumentaria os custos de produção.
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Re: E que tal motos hibridas?
« Responder #3 em: 16 de Julho de 2020, 16:17 »
A nível de carros já tive um híbrido e gostei, nas motas reduziria também o consumo seria benéfico, pelo lado negativo aumentaria os custos de produção.

Hibrido com gerador ou hibrido plug-in?
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Re: E que tal motos hibridas?
« Responder #4 em: 16 de Julho de 2020, 16:38 »
Uma ideia que já se materializou nos automóveis e creio ter morrido.
Talvez possa vingar nas duas rodas, embora tenha sérias dúvidas.
De qualquer forma é bom saber que a Suzuki continua empenhada em procurar alternativas  _pol_   

Morrido?

A Toyota tem modelos hibridos... O CH-R, o atual Corolla,  e brevemente um Yaris X

Motor térmico é accionada para carregar as baterias, e autonomia em HEV é de uns 10 - 15 Km...

Numa moto deverá ser interessante!
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Re: E que tal motos hibridas?
« Responder #5 em: 16 de Julho de 2020, 16:50 »
Interessante mesmo era uma mota híbrida plugin com uma bateria de maior capacidade.
Isso permitiria fazer mais kms em modo elétrico ou mais kms com o motor eléctrico a auxiliar o de combustão.

Nos carros a Toyota só tem um híbrido plugin, o Prius. Infelizmente é um carro muito caro.

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Re: E que tal motos hibridas?
« Responder #6 em: 16 de Julho de 2020, 17:47 »
Sou só eu ou algo está errado nesta ideia?
"A finalidade do motor a combustão interna é de apenas criar energia para recarregar as baterias"
Afinal qual a vantagem de ter um motor eléctrico se tem um de combustão para o alimentar? Onde está a ecologia disso?
"Viver a vida não é esperar que a tempestade passe, é aprender a andar à chuva"

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Re: E que tal motos hibridas?
« Responder #7 em: 16 de Julho de 2020, 18:39 »
Sou só eu ou algo está errado nesta ideia?
"A finalidade do motor a combustão interna é de apenas criar energia para recarregar as baterias"
Afinal qual a vantagem de ter um motor eléctrico se tem um de combustão para o alimentar? Onde está a ecologia disso?
Se for como no Opel Ampera, a tração é feita apenas por um motor eléctrico. Funciona como motor durante a aceleração e funciona como gerador durante a desaceleração/travagem.Esta opção de geração de energia já confere alguma autonomia, mas pouca.
Sempre que a bateria desce abaixo de um determinado nível, o motor de combustão é ligado automaticamente para fornecer energia ao motor e recarregar a bateria.O motor de combustão vem programado para funcionar sempre à mesma rotação ou com uma variação de rotação muito ligeira.
Sempre que existe uma grande aceleração o motor eléctrico vai buscar energia ao gerador e se não chegar vai também à bateria.Abaixo de determinadas velocidades o gerador (motor térmico) consegue produzir energia suficiente para pelo menos manter o carro em andamento.

Como o motor de combustão roda sempre à mesma velocidade, consome menos combustível.E como funciona apenas como gerador, não existem elementos de transmissão (caixa de velocidades, corrente, correia, variador, embraiagem...) que possam criar atritos e diminuir a eficiência.

Ou seja, o mesmo motor térmico, no mesmo veículo, consegue ser bastante mais eficiente do que se estivesse a movimentar o carro. O problema é o custo de fabrico.
No caso do Opel Ampera tem uma vantagem adicional, pode ser carregado ligando à tomada em casa ou a um carregador. Aí sim, a poupança é bem maior pois podemos sair todos os dias de casa com a bateria carregada.Há quem consiga fazer mais de 80km num Ampera sem que o motor de combustão seja ligado.Estes 80km, por exemplo para mim, seriam mais que suficientes para eu todos os dias ir trabalhar, vir almoçar a casa, voltar ao trabalho e voltar para casa ao final do dia.E podendo recarregar em casa passava semanas sem gastar uma gota de combustível.E salvo erro, tem uma pequena caixa de velocidades, mais simples do que as normais, que permite ao motor eléctrico manter uma velocidade alta com uma rotação baixa ou média.


O BMW i3 tem um sistema parecido.

O Toyota Prius já é diferente, o motor de combustão funciona apenas como força de locomoção. Enquanto houver bateria, abaixo de certas velocidades, só funciona o motor eléctrico. Em travagens e desacelerações, o motor térmico é desligado e o eléctrico funciona como gerador.
A velocidades médias apenas funciona o motor térmico e o eléctrico, acoplado às rodas, funciona como gerador.Acima de determinadas velocidades ou em grandes acelerações, funcionam os dois motores, o eléctrico auxilia o de combustão.O Prius também é plugin, podendo ser carregado em casa ou num carregador.

Os restantes Toyotas híbridos, infelizmente não são plugin mas quero crer que isso vai mudar.
Isto é o que sei de cabeça e espero não ter dito nenhuma asneira.

Bom mesmo era esta Suzuki ser plugin.
« Última modificação: 16 de Julho de 2020, 18:42 por ruicosta »

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Re: E que tal motos hibridas?
« Responder #8 em: 17 de Julho de 2020, 00:42 »
Hibrido com gerador ou hibrido plug-in?


Era um Honda civic hybrid 2006, não era plug in.
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Re: E que tal motos hibridas?
« Responder #9 em: 17 de Julho de 2020, 00:45 »
Sou só eu ou algo está errado nesta ideia?
"A finalidade do motor a combustão interna é de apenas criar energia para recarregar as baterias"
Afinal qual a vantagem de ter um motor eléctrico se tem um de combustão para o alimentar? Onde está a ecologia disso?

A ecologia da ideia está no ajudar do motor eléctrico nos arranques e até ganhar velocidade, diminuindo desta maneira os consumos.
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Re: E que tal motos hibridas?
« Responder #10 em: 17 de Julho de 2020, 09:40 »
Morrido?

A Toyota tem modelos hibridos... O CH-R, o atual Corolla,  e brevemente um Yaris X

Motor térmico é accionada para carregar as baterias, e autonomia em HEV é de uns 10 - 15 Km...

Numa moto deverá ser interessante!

O conceito híbrido é bem vasto.

O conceito gerador com motor térmico CI auxiliar, como Ampera ou I3, creio ter desaparecido do mercado.
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Re: E que tal motos hibridas?
« Responder #11 em: 17 de Julho de 2020, 15:54 »
Obrigado a todos quantos participam neste fórum e nomeadamente neste tópico com posts cuidados e bem fundamentados. É isso que valoriza o fórum, imho.

Eu não percebo muito sobre este mundo, sabendo que os elétricos vão ser cada vez mais e estar presentes na nossa vida nos próximos anos.

Em relação aos híbridos nunca me atraiu muito o conceito. Para mim significa comprar um veículo mais pesado, mais caro que joga no medo de quem tem um elétrico ficar agarrado sem bateria.

Por isso, tenho tendência a pensar que os híbridos são uma solução de passagem nesta fase e não uma solução definitiva. Por mim não me vejo a adquirir um híbrido quer seja nas motas ou nos carros.

Atenção que isto é uma opinião emocional, não é uma opinião fundamentada tecnicamente.
Há rosas cor-de-laranja mas não há laranjas cor-de-rosa. No entanto há laranjas verdes e rosas verdes não há.

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Re: E que tal motos hibridas?
« Responder #12 em: 17 de Julho de 2020, 18:36 »
Vejo com muita preocupação o crescimento dos carros eléctricos.
Não é tão clara assim a vantagem ecológica, se considerarmos os custos ambientais de condução e reciclagem.
Não é claro que o parque de energias renováveis consiga fornecer energia necessária pelo que podemos estar a usar combustíveis fósseis para gerar energia eléctrica que vem substituir.... combustíveis fósseis
O oligopólio da electricidade é mais concentrado que o da gasolina, logo os preços não não funcionar em mercado. Quem vai comer a fatia quando a mudança for identificado? E quem vai pagar o bolo?
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Re: E que tal motos hibridas?
« Responder #13 em: 18 de Julho de 2020, 00:20 »
Vejo com muita preocupação o crescimento dos carros eléctricos.
Não é tão clara assim a vantagem ecológica, se considerarmos os custos ambientais de condução e reciclagem.
Não é claro que o parque de energias renováveis consiga fornecer energia necessária pelo que podemos estar a usar combustíveis fósseis para gerar energia eléctrica que vem substituir.... combustíveis fósseis
O oligopólio da electricidade é mais concentrado que o da gasolina, logo os preços não não funcionar em mercado. Quem vai comer a fatia quando a mudança for identificado? E quem vai pagar o bolo?

Os custos ambientais de condução são extremamente reduzidos, comparando com os combustíveis sólidos.

Quanto à produção das baterias, temos realmente de considerar o custo ambiental da produção das mesmas.
Mas também nos carros de motor térmico temos de considerar o custo ambiental da extração, transporte e transformação do combustível e dos óleos.

Praticamente qualquer puramente eléctrico, hoje em dia, na pior das hipóteses, ao longo de 300 000km consome no máximo 2 conjuntos de baterias. E não estou a falar dos que estão agora a ser lançados mas dos que já andam há uns anos.
Um carro com 300 000km e um consumo médio de 5L (e não são assim tantos os que conseguem este consumo) consumiu 15 000L de combustível, 135L de óleo de motor (pressupondo mudas a cada 10 000km e 4,5L de óleo). Estes 15 000L de combustível têm de ser extraídos, transportados, refinados, levar aditivos e novamente transportados.
O combustível ao ser queimado foi todo para a atmosfera. Os óleos são em grande parte recicláveis mas do processo de reciclagem também saem componentes químicos não recicláveis e metais pesados.

As baterias dos eléctricos, quando saem do carro, não estão em fim de vida. Pelo contrário.
Estas baterias podem já não ter capacidade para movimentar um carro a grandes velocidades e durante muitos kms, tendo já perdido entre 10 a 25% da capacidade,  mas estão em perfeito estado para outros fins. E estão a melhorar, E estão a ser recolhidas para serem usadas em edifícios, sendo carregadas durante o dia por painéis e durante a noite suportam a iluminação e climatização dos edifícios.Existem casos inversos, de baterias usadas a serem carregadas durante a noite por eólicas e depois durante o dia suportam a iluminação e/ou climatização dos edifícios. E conseguem aguentar-se assim anos a fio.
São também usadas, anos a fio após terem saído dos carros, como sistemas de backup de energia, baterias de empilhadores e outros veículos.

Embora sejam baterias de tipos diferentes, eu dou o exemplo do que se passa com duas baterias de automóvel de 12v que tenho em casa, das normais que equipam carros com motor de combustão.
Estas duas baterias, saíram de 2 carros, uma há 6 anos e outra há 5, porque já não tinham a força devida para os arrancar sem arriscar a electrónica dos mesmos. Já se notava bem, no arranque do motor.
No entanto, continuam ano após ano, a servir para alimentar um varejador de azeitona durante horas a fio. Uma das baterias aguenta quase um dia e a outra aguenta quase dia e meio.
Alimentam também ao longo do ano uma podadora e um corta sebes.

E se continuarem a perder capacidade a este ritmo, ainda vão servir por vários anos, fazendo fora dos carros 2 vezes o tempo que estiveram nos carros, ou seja uma fará 15 anos e a outra 18 anos.Só depois as entrego para reciclagem.

E atenção que as baterias de nova geração prometem ultrapassar quase todas as expectativas

O único ponto que me assusta neste processo de electrificação é que em muitos países se continue a produzir electricidade a partir de combustíveis fósseis.
A nível europeu, apesar de lentamente, estamos a caminhar no bom sentido. 

Não sou fanático de veículos eléctricos - aliás nem tenho dinheiro para eles - mas à medida que vou sabendo mais começo a vê-los cada vez com melhores olhos.
E começo também a ver o esforço, incluindo financeiro, que o lobby do petróleo faz para desacreditar as baterias, sinal de que eles acreditam em pleno na capacidade dos eléctricos, aos poucos, substituírem os motores térmicos em muitos casos.

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Re: E que tal motos hibridas?
« Responder #14 em: 18 de Julho de 2020, 01:23 »
Penso que a passagem para híbrido e eletrico ainda vai demorar uns aninhos ainda mais com a crise que se avizinha.
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Re: E que tal motos hibridas?
« Responder #15 em: 18 de Julho de 2020, 12:37 »
Hibrido com gerador ou hibrido plug-in?
Atenção que alguns são ambos. O Opel Ampera é um híbrido de gerador e é plugin. Aliás, o modelo anterior era, o atual ainda não fui ver.

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Re: E que tal motos hibridas?
« Responder #16 em: 18 de Julho de 2020, 12:43 »
Atenção que alguns são ambos. O Opel Ampera é um híbrido de gerador e é plugin. Aliás, o modelo anterior era, o atual ainda não fui ver.

O meu era só híbrido gerador, o problema desses carros é o valor da bateria quando necessitar de uma, de resto nada a apontar.
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Re: E que tal motos hibridas?
« Responder #17 em: 18 de Julho de 2020, 20:45 »
Uma coisa que me faz confusão é que toda a gente fala no custo de produção, reciclagem e ambiental das baterias, mas não fala no valor de produção, manutenção, reciclagem e ambiental de TODOS os componentes de um motor de combustão interna. Devem julgar que é barato fundir ou reciclar um bloco de motor de alumínio ou de aço...
Motor híbrido numa moto não sei se será viável, devido ao espaço que ambas as tecnologias ocupam. Agora eléctrico, sem dúvida que é o futuro.
« Última modificação: 18 de Julho de 2020, 21:31 por Carlujo »
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Re: E que tal motos hibridas?
« Responder #18 em: 19 de Julho de 2020, 14:55 »
Penso que a passagem para híbrido e eletrico ainda vai demorar uns aninhos ainda mais com a crise que se avizinha.
Sim, os carros eléctricos continuam a ser muito caros para a nossa carteira. Bastante mais caros do que os equivalentes a gasóleo/gasolina.

E para quem não pode pagar a pronto, tendo ainda de pagar juros, a diferença ainda se acentua mais.

Só à medida que o parque automóvel for renovado - o que em Portugal vai ser lento - e à medida que os componentes eléctricos se tornarem mais baratos é que isto vai acontecer.

Para já vejo muitos micro híbridos e semi híbridos (mild-hybrid) a aparecer. Estes, regra geral, têm o motor/gerador de 48v acoplado na transmissão, salvo erro entre o motor e a caixa de velocidade e parece ser para já a solução mais barata.
Estando este motor acoplado na transmissão, tem uma particularidade. Pode atuar como motor de arranque e o carro deixa de ter o motor de arranque tradicional.
Além disso, em andamento normal e sempre que não está a atuar como motor eléctrico auxiliar, funciona como gerador para todo o carro, substituindo o alternador.

Em simultâneo a bomba de água deixa de estar acoplada ao motor térmico e passa a ser eléctrica.
Resumindo, nestes casos, o carro ganha, em custo e em peso, uma bateria própria para este sistema e um motor/gerador acoplado à transmissão.
Em compensação, perde em custo e em peso, a bateria tradicional, o alternador, o motor de arranque e o kit de acessórios.

Do que já li, nem todos os mild-hybrid são exactamente isto. Alguns têm à mesma a bateria tradicional porque a versão mild-hybrid partilha a mesma arquitectura com outras versões que são apenas de motor térmico e deste modo, mantendo a bateria tradicional a fornecer os 12v, não é necessário fazer grandes alterações na parte electrónica dos carros.

Havia ainda algumas marcas a ponderar retirar dos carros o turbo (o que por si só retira muitos componentes à volta do motor) e equipar um motor de 48v com maior capacidade e uma bateria maior, fazendo com que em acelerações este motor pudesse dar um auxílio maior e substituir o turbo.



Offline zeuz

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Re: E que tal motos hibridas?
« Responder #19 em: 19 de Julho de 2020, 15:08 »
Atenção que alguns são ambos. O Opel Ampera é um híbrido de gerador e é plugin. Aliás, o modelo anterior era, o atual ainda não fui ver.
O Chevrolet Volt é um Extended Range Electric Vehicle ( EREV ).

A propulsão é sempre feita pelo(s) motor(s) eléctrico(s)!



O funcionamento do Chevrolet Volt gen2 é mais semelhante a um Parallel Hybrid.


O único carro igual ao Volt gen1 é o BMW i3 REx ( EXA ), embora o gerador não permita o mesmo nível de performance, uma vez esgotada a bateria de tracção.


Infelizmente estes conceitos técnicos não estão traduzidos para leis, por isso o Volt/Ampera é considerado um híbrido plugin.

Ao nível da lei também não há distinção entre Parallel Hybrid e Series Hybrid.

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Offline zeuz

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Re: E que tal motos hibridas?
« Responder #20 em: 19 de Julho de 2020, 15:10 »
O meu era só híbrido gerador, o problema desses carros é o valor da bateria quando necessitar de uma, de resto nada a apontar.
Nos EUA há baterias de tracção usadas a ~3.000USD

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Re: E que tal motos hibridas?
« Responder #21 em: 19 de Julho de 2020, 15:34 »
O meu era só híbrido gerador, o problema desses carros é o valor da bateria quando necessitar de uma, de resto nada a apontar.
Atenção que - do que tenho lido - e do que tenho ouvido de alguns amigos com carro eléctrico, é raro a substituição das baterias irem para aqueles valores malucos que há uns tempos apareceram na televisão. Ainda para mais, tratando-se da Nissan, tudo é incerto.
Estamos a falar da mesma marca que, contra todas as expectativas, lançou o novo Leaf com a bateria ainda refrigerada a ar, quando já foram amplamente divulgadas as vantagens das baterias refrigeradas a líquido.

Além disso, a grande maioria das baterias são na realidade um conjunto de vários blocos de baterias sendo possível trocar apenas os blocos cuja capacidade já está abaixo de determinada percentagem da original.
A troca feita desta maneira tem custos muito mais baixos.

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Re: E que tal motos hibridas?
« Responder #22 em: 19 de Julho de 2020, 17:31 »
Sim é começa a haver já um ou dois reparadores das células individuais, no caso do carro que tive era salvo erro 3000€, foi trocada com 127000kms ainda ao abrigo da garantia pelo anterior proprietário.
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Re: E que tal motos hibridas?
« Responder #23 em: 20 de Julho de 2020, 10:22 »
Sim é começa a haver já um ou dois reparadores das células individuais, no caso do carro que tive era salvo erro 3000€, foi trocada com 127000kms ainda ao abrigo da garantia pelo anterior proprietário.
E tendo em conta os inúmeros problemas que estão sempre a surgir nos carros de motor térmico mais recentes (filtros de partículas, consumos de óleo, correntes de distribuição a estoirar, bombas de adblue a rebentar, turbos a avariar, válvulas EGR a pifarem, velas a partirem-se e a caírem dentro dos cilindros...), a opção eléctrico ou híbrido com capacidade para alguns quilómetros só em modo eléctrico, parece-me cada vez mais plausível.
Só tenho pena que as motos ainda estejam um passo atrás mas verdade seja dita, na gama de motas que estou interessado, scooter até 300/400, os consumos não me preocupam tanto. o custo de manutenção também não e também não tenho encontrado grandes referências desgastes e/ou defeitos de fabrico/concepção que me preocupem tanto como nos carros.