2
Novo no fórum, mas com vontade de partilhar.
Desde que saiu a lei das 125 (2009) que sempre andei de 125.
Há uma semana troquei a minha Piaggio XEVO 125 por uma SYM ADX 125 e confesso que estou agradavelmente surpreendido.
Mas vamos começar pelo antes e depois passamos ao presente.
A Piaggio XEVO 125 , de resto a verdadeira maxi scooter deste texto, deixa-me um vazio no coração. Grande, confortável, com uma enorme presença na estrada e um espaço de carga absurdo. Sem top case, mas com uma verdadeira bagageira, fiz várias viagens pelo país com a minha mulher e dava para levar tudo o que era necessário para uns dias de férias sem grandes exercícios de arrumação.
Os consumos eram mais elevados, na ordem dos 4,0-4,2 L/100 km, e mais recentemente começou a acusar as maleitas da idade. Várias pequenas avarias, sempre de resolução simples e rápida, mas que me foram deixando apeado e começaram a tirar-me a confiança naquele que era o meu principal meio de transporte, da Primavera até ao início do Inverno.
Sabendo que ainda conseguiria uma boa retoma, decidi trocá-la e comecei a explorar alternativas. O objetivo inicial continuava a ser uma 125, estando dividido entre a XMAX e a Forza. Para quem não acompanhava o mercado há mais de 10 anos, confesso que achei os preços bastante inflacionados. Também não quis arriscar numa usada, com receio de comprar uma que já tivesse dado três voltas ao mundo ao serviço da Uber Eats ou equivalente.
Por outro lado, queria algo menos volumoso. Com crianças pequenas, a possibilidade de fazer passeios a dois é relativamente escassa e, por isso, a scooter seria utilizada praticamente sempre a solo.
Tenho uma paixão de longa data pela Honda ADV e todo o conceito das scooters de inspiração adventure me fascina. Dentro das 125 e antes de decidir, olhei com atenção para várias alternativas, nomeadamente a Aprilia SR GT 125, a Zontes 125M e, claro, a SYM ADX. Depois de ouvir vários aconselhamentos e pesar os prós e os contras, acabei por optar pela SYM. A proximidade do concessionário, uma rede de assistência mais sólida na minha zona e, não menos importante, o facto de ter sido a que mais me conquistou pelo visual acabaram por fazer pender a balança.
Subscrevo inteiramente as palavras de quem diz que ela é pequena. É verdade. Nas fotografias até impõe algum respeito, mas estacionada ao lado de uma moto parece quase um anão cheio de esteroides. Talvez esteja a exagerar, mas vindo de uma scooter grande e tendo 1,80m de altura, senti realmente uma redução substancial de tamanho.
O que tenho gostado mais na ADX: Condução muito divertida. O tamanho torna-a muito manobrável e estimula alguma ousadia na condução.
O motor vivo e um ruído de escape estranhamente provocador para uma 125, dão-lhe uma personalidade muito divertida e até uma ligeira sensação de moto de trail. O espaço de bagagem é escasso, mas a top case resolve o problema. E ainda me estou a habituar a andar de um lado para o outro sem ter de pensar em abastecer. O consumo estimado anda pelos 2,6 L/100 km e acredito perfeitamente nesse valor. Fica um pouco acima de algumas concorrentes mais recentes, que anunciam cerca de 2,3 L/100 km, algo que atribuo não só à afinação do motor, mas também aos pneus de origem, uns dual-purpose (ligeiro on/off-road), que me transmitem bastante confiança.