Autor Tópico: SYM MaxSym 400i - Tradução de ensaio  (Lida 2835 vezes)

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ZeZeZoom

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SYM MaxSym 400i - Tradução de ensaio
« em: 16 de Outubro de 2011, 22:07 »
Como estou interessado em adquirir uma MaxSym 400i logo que obtenha a carta AP, tenho procurado ensaios feitos a esta maxi-scooter, para complementar aquele (test drive de 1000 kms) muito bem feito pelo Veiga.
Nessa busca, internet afora, encontrei um interessante ensaio feito pela publicação online francesa Moto-Net.com, cujo texto traduzi para Português, por me parecer que pode interessar a outros companheiros e membros aqui do CPM.
O ensaio pode ser lido através do seguinte link: http://www.moto-net.com/actualites-motos-p3-4415-Essais-et-Tests-TEST-Fiche-technique-Sym-Maxsym-400i.html
Então, aqui vai a tradução:

Ensaio da scooter SYM MaxSym 400i: preço mini, serviços maxi.
Para alargar a sua oferta de scooters e validar a sua legitimidade no mercado das duas rodas, SYM passa à mudança acima e ataca as referências da categoria maxi-scooters com a MaxSym 400i. Primeiro ensaio.

MaxSym 400i: um sedutor menu 'best of' !
Feliz! Grégoire Mulliez, adido de imprensa do importador SYM em França tinha a 'canhola arreganhada' quando nos confiou as chaves duma MaxSym 400i cinzenta (as cores preto, branco e vermelho estão também disponíveis), acabadinha de sair da caixa e muito pouco rodada.
'É um modelo importante para a SYM e o seu lançamento gerou muita expectativa: as primeiras 100 unidades disponibilizadas para França já encontraram compradores', alegra-se.
Anunciada desde o Salão de Milão de 2009, a chegada desta 'maxi-scooter GT' assinala o reforço e a atractividade da gama da marca de Taiwan, até aqui limitada a 300cc (GTS e CityCom).
Consciente de que o desafio passa tanto pela melhoria da sua imagem de marca como pela obtenção de maior quota de mercado, a SYM não se poupou a meios a fim de propôr um produto de qualidade e capaz de fazer sombra aos pesos pesados do segmento.
A começar pelo design da MaxSym 400i: se as formas da sua traseira não deixam de lembrar as da concorrência (nomeadamente, a Suzuki Burgman), as suas ópticas amendoadas envoltas em luminosas fiadas de leds conferem-lhe uma marcante identidade visual, de tendência tecno-chique.
Esta impressão perdura ao descobrir o painel de bordo: envolta em cromados e retro-iluminada em azul, a instrumentação é tão completa quanto agradável de observar. Perfeitamente legível, reúne as informações fundamentais (velocidade, quilometragem total e parcial, temperatura do motor, nível de combustível, hora) e informa, também, sobre as rotações do motor, a data e até a carga da bateria.
O primeiro contacto é, pois, positivo, ainda que se possam lamentar a falta de um segundo contador parcial e de um anti-roubo com chave codificada, bem como, os acabamentos de qualidade desigual. Porque, se certos detalhes impressionam a vista (maxilas de travões de 4 êmbolos, discos em pétala, topos do guiador cromados, peseiras do passageiro escamoteáveis e bem integradas), outros roçam o baratucho, como os retrovisores, o escape e plásticos de aspecto rugoso. 
Por fim, alguns detalhes irritam: as borrachas que revestem a plataforma não se mostram solidamente fixadas e a abertura do apoio central exige atenção para não riscar a carenagem com a biqueira do calçado.
A qualidade geral de fabrico da maxi-scooter de Taiwan situa-se, contudo, na boa média, sobretudo se atentarmos ao seu preço ultra-competitivo: com o preço de lançamento de 5290 euros (em lugar de 5499 euros), a MaxSym 400i é muito mais barata que as suas rivais e custa apenas mais 1000 euros que a Yamaha X-Max 125cc!
Assim, as suas pequenas imperfeições perdoar-se-ão, tanto mais quanto ao nível dos aspectos práticos e do comportamento dinâmico, a MaxSym 400i satisfaz, tanto em cidade como fora dela.

Fácil na cidade e serena no campo
Apesar do seu posicionamento 'low cost', a nova scooter topo de gama da SYM mostra-se uma máquina bem nascida e não deixa de demonstrar uma das qualidades essenciais de uma scooter GT: a practicidade.
Assim, o espaço sob o assento (cuja abertura se faz quer através do canhão de ignição, quer por botão de contacto eléctrico no guiador) mostra uma capacidade de carga suficiente para transportar dois capacetes e outros objectos. Iluminada e prática graças aos amortecedores destinados a manter o assento na posição aberta, a caixa de carga mostra dificuldade em fechar-se quando lá estão dois capacetes integrais de tamanho generoso.
Fácil de envolver graças à sua altura contida (755 mm), o assento proporciona aos músculos das nádegas e aos lombares do condutor e do passageiro um acolhimento irrepreensível: macios, os assentos são confortáveis e os encostos apoiam eficazmente a zona ao fundo das costas.
Em contrapartida, se o guiador cai facilmente em mãos, o espaço relativamente reduzido reservado às pernas desilude num engenho com quase 2,30 metros de comprimento (2275 mm). Os mais compridos enfrentarão, por isso, algumas dificuldades para esticar confortavelmente as suas pernas, até porque as tíbias poderão, por vezes, entrar em contacto com o tablier.
É verdade que o tablier inclui diversos espaços para arrumação:  dois, um de cada lado do guiador, além do porta luvas que fecha com chave. A existência, de louvar, duma tomada de isqueiro e de uma saída USB (prática para recarregar um smartphone ou GPS sem adaptador) no espaço situado à esquerda do guiador demonstra, uma vez mais, a atenção da SYM aos detalhes práticos.
Volumosa e bastante pesada, a MaxSym 400i exige um pouco de punho para se movimentar, ainda que a sua excelente brecagem e os largos apoios de mãos do passageiro facilitem as manobras de estacionamento. Em contrapartida, logo que o discreto monocilindrico de 399cc arranca, o muito bom equilíbrio da maxi-scooter de Taiwan faz esquecer de imediato os seus 224 kgs, com todos os atestos feitos.
Auto-estável a partir das primeiras rotações, a MaxSym 400i mostra-se suficientemente ágil para se desenvencilhar na selva urbana sem transpirar, ainda que a sua distância entre eixos (1570 mm) e a largura do seu pneu traseiro (160 mm) favoreçam mais a estabilidade do que a vivacidade.
Assim que se sai das povoações, aprecia-se imediatamente a protecção: o visor regulável mecanicamente cumpre perfeitamente as suas funções às velocidades legais, sendo que as pernas estão totalmente abrigadas. Em contrapartida, se o motor responde com convicção suficiente para se lançar facilmente quando os semáforos passam a verde, as suas recuperações nos regimes intermédios mostram-se bastante preguiçosas.
Nas estradas mais enroladas, as ultrapassagens ou as saídas das curvas ficam penalisadas, embora a mecânica SYM adquira uma segunda vida nas rotações mais elevadas. Desde que mantidos na última parte do conta-rotações, os 32 cv do monocilindro galopam com muito maior convicção, levando mesmo o conjunto a uns lisonjeiros 160 km/h (no contador) neste primeiro ensaio!
Sã, a ciclistica obedece sem reclamar e permite mesmo atingir facilmente os limites da distância ao solo, apesar das suspensões traseiras cruelmente falhas de progressividade. Reagindo muito secamente para serem eficazes, os combinados reguláveis em pré-carga ressaltam nas irregularidades em lugar de as absorverem, em prejuízo do conforto e da precisão de condução.
Por outro lado, apesar de o ataque e a potência da travagem estarem longe de ser excessivas, o recurso ao travão da frente tende a bloquear a direcção em curva, ao passo que o travão traseiro sofre da quase ausência de folga do manípulo esquerdo, o que impede o doseamento da sua acção sobre o disco simples de 275 mm.
Apesar de as jantes de 15 e 14 polegadas incluirem captores e coroas estriadas adequadas a acomodar uma central ABS, a MaxSym 400 dispensa – por agora – os serviços da assistência à travagem: atenção às travagens bruscas em molhado!
Definitivamente, a ausência de ABS constitui a principal lacuna desta maxi-scooter, que não obstante possui todos os argumentos para seduzir. De acordo com o importador, a chegada do ABS não está prevista para este ano, tal como a declinação 600cc da MaxSym 400.