Autor Tópico: Como escolher uma Maxiscooter? - Parte III  (Lida 3439 vezes)

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Como escolher uma Maxiscooter? - Parte III
« em: 24 de Maio de 2011, 22:51 »
A Maxi não só para Cidade


Não existem muitas diferenças relativamente ao conjunto das 125cc apontado como ideal para a cidade, na realidade a maioria dos modelos estão enquadrados nesta cilindrada.

Este “tipo” de Maxi ganha um pouco mais de potência e velocidade (especialmente com 200cc) e entra numa faixa mais vantajosa de segurança (150cc a 400cc). Acima de tudo adquire-se a capacidade de acesso a vias rápidas e auto-estradas, muito embora e dado o desempenho, esteja vocacionada para curtas distâncias.

Deve ter-se em conta a necessidade de Carta A, um pequeno sacrifício para o acesso ao mundo das Maxis sem limitações.

A Maxi ideal para deslocações fáceis em área metropolitana incluindo estradas radiais e acesso pontual à auto-estrada.
 
Partindo das características dos modelos citadinos, valoriza os aspectos de protecção aerodinâmica e o conforto presumindo um aumento dos períodos necessários de condução. Contudo, não é esquecida a principal utilização a que se destina - agilidade no trânsito.

Suzuki Burgman

Honda S-Wing ABS


Sym Joyride

Resumindo:

- Compacta e leve para não cansar em viagens curtas, estacionamento e manobras com o motor desligado;

- Manejável e com amplo raio de direcção para o zig-zag no trânsito e para as inversões de marcha;

- Ágil para não ficar presa no trânsito e rápida o suficiente para viajar a 90 km/h em estrada e pelo menos 100 a110 km/h nas auto-estradas. Não deverá ser demasiado lenta em comparação com a velocidade média dos veículos, criando uma obstrução e/ou potencial perigo;

- Grande, o suficiente, para poder acomodar os inúmeros objectos que se podem usar e/ou comprar de forma estável e segura;

- “Protectora” para abrigar da chuva e do frio, especialmente se o uso não está limitado às estações amenas e for necessário enfrentar condições adversas à velocidade suportada;

- Confortável, os quilómetros e tempos de transferência tornam-se mais significativos o que combinado com estradas em mau estado e assentos pouco acolchoados, irá tornar pouco agradáveis as viagens;

- Económica, especialmente no consumo de combustível e manutenção, porque o aumento na quilometragem tornará mais significativa a sua influência sobre o custo anual;

- Acima de tudo segura, pois se é no trânsito urbano que se verificam maiores probabilidades de acidente devido a tráfego intenso, também é verdade que com o aumento de velocidade os riscos sobem exponencialmente e um cenário de travagem forçada em pânico a 100km/h é bem mais desafiador do que a 40 km/hora;

- Tecnologia enquadrada com as normas anti-poluição, actualmente deve cumprir com requisitos Euro 3 (Euro 4 provavelmente a partir de 2012).


Para a avaliação da Maxi Ideal na Cidade, foi efectuada compilação com base nos modelos em produção e com especial atenção aos testados por CyberScooter e outros dos quais foi possível apurar informação fidedigna (período 18 Maio 2009 a 20 Maio 2011 – Mercado Italiano).

No total, foram analisados 26 modelos de 150cc até 200cc (com uma outsider que introduziremos mais adiante).

Selecção por Utilização

1. Ocasional no verão

Foram avaliadas Maxis de baixo custo (com algumas excepções), particularmente leves e práticas embora não muito espaçosas e com menor capacidade de protecção. A velocidade considerada foi apenas a necessária para movimentações com segurança (em número estritamente necessário) em radiais, vias rápidas e auto-estrada.

De resto, a sua potência efectiva é inferior à de muitas 125 cc e por conseguinte não se poderão esperar milagres. Vejamos então a respectiva escolha ordem alfabética:

Kymco Agility R16 e People S, Malaguti Blog e Centro, Piaggio Liberty, Sym VS, Vespa LX e S.

Kymco Agility R16

Aprilia Sportcity Cube


Malaguti Blog

Kymco Dink DD

2. Contínua, excepto em caso de chuva ou frio

Foram incluídos modelos com entrega de pelo menos 11 Kw de potência. Embora com um preço ligeiramente superior (e nem sempre) proporcionam um desempenho mais adequado para as artérias de escoamento rápido.

Em média, possuem peso e dimensões superiores, melhor habitabilidade e superior qualidade/variedade de equipamento. Alguns modelos possuem pequenas carenagens mas, para assegurar protecção adequada aos elementos meteorológicos terá que se passar à categoria seguinte.

Escolha por ordem alfabética:

Aprilia Scarabeo e Sportcity Cube; Gilera Runner ST; Honda PS e SH, Kymco Dink 200dd; Peugeot LXR; Piaggio Carnaby; Suzuki Burgman e Sixteen; Sym HD Evo.

Aprilia Scarabeo

3. Diariamente, durante todo o ano e em todas as condições climatéricas

Aparentemente nos mercados, existe pouca preocupação com o conforto e protecção nesta faixa de cilindrada, mas uma 200cc poderia realmente satisfazer as necessidades de muitos utilizadores que normalmente optam por uma 250/300 cc que evidentemente, é razoavelmente mais cara.

Lamentavelmente, a escolha é bastante modesta:

Adiva AD e AR; Honda S-Wing; Sym Joyride Evo.

Adiva AD


Sym Joyride

Selecção por Características Principais

1. Principalmente segura

Os requisitos de segurança crescem, mas os construtores não respondem. Nas Maxis disponíveis (mercado italiano) apenas a Honda S-Wing ABS possui anti-bloqueio de travagem e é, portanto, a melhor escolha do ponto de vista da segurança.

Felizmente entre os modelos com sistema de travagem combinada a escolha é mais ampla:

Aprilia Scarabeo, Honda SHdd e S-Wing, Suzuki Burgman e Sixteen. Com disco/tambor Honda PS e SHdt.

2. Simples e económica

Abaixo do limite de 2500 euros a disponibilidade é muito reduzida.

Nesta categoria, a vaga de “low-cost” tarda em chegar. Muito provavelmente, a tendência irá ser alterada nos próximos tempos mas actualmente os únicos modelos disponíveis são:

Kymco Agility R16 e Sym VS.

Kymco Agility R16

Sym VS

3. Elegante e rápida

Foram avaliados os valores de potência e torque, sem esquecer os pesos e as respostas de teste em estrada.

São poucos os casos onde se verificam potências significativamente maiores do que as 125 cc homólogas. O motivo reside no normativo Euro 3, o qual é algo permissivo até aos 125 cc e mais rígido nas restantes cilindradas. Como resultado, as diferenças previsíveis entre cilindradas foram bem menores do que o esperado.

Entre os poucos modelos dignos de nota, destaque para a Piaggio Carnaby que com 15,4 kW consegue inclusive aproximação a algumas 250cc, embora não se possa dizer o mesmo relativamente aos valores de torque.

Modelos em destaque por ordem alfabética:

Aprilia Scarabeo e Sportcity Cube, Gilera Runner ST e Suzuki Burgman. A considerar também, a outsider Vectrix que com 20 kW de potência de pico, poderia competir com a Carnaby (apesar do peso), pelo menos até aos 100 km/h.


Piaggio Carnaby

Gilera Runner ST

4. Confortável e com capacidade de protecção

Como já foi mencionado, conforto e protecção são requisitos raros neste perfil.

Destaque para os dois modelos Adiva, AD e AR ambas com tecto removível e amplo pára-brisas (inclusive ventoinha opcional para o ar quente no countershield). Em especial o modelo AD, que pela sua capacidade de carga, pode substituir um carro em todos os aspectos.

Entre os padrões tradicionais, a melhor é a Honda S-Wing (inclui ABS), mas a um preço decididamente interessante está também Sym Joyride que no seu último restyling ganha a protecção que falta na Kymco Dink e Suzuki Burgman, esta última com o conforto algo limitado devido a um amortecedor traseiro demasiado rígido.

A assinalar, sem dúvida, a Vectrix que ao conforto e protecção adiciona um incrível silencio em marcha.

Adiva AR

Vectrix

5. Tecnológica e com estilo

Referindo que mais de metade dos modelos disponíveis possui motor com injecção electrónica de combustível arrefecido a líquido, os únicos modelos dignos de destaque são:

Honda S-Wing ABS pelo sistema de travagem combinada e anti-bloqueio (CBS/ABS).

Vectrix pela escolha de propulsão totalmente eléctrica (talvez um pouco antecipada no tempo).

Difícil de encontrar algo particularmente elegante nos modelos analisados, se excluirmos as duas pequenas Vespa que no entanto estão bem afastadas da tecnologia...


Honda S-Wing ABS

Selecção por Necessidades Imprescindíveis

1. Assento baixo

A altura do assento não foi o único parâmetro considerado. Foi valorizado em particular uma dimensão não excessiva ao solo e plataforma com espaçamento amplo de modo a facilitar a posição das pernas (evitando a abertura).

Assumindo um assento baixo como necessidade, os únicos modelos que apresentam dimensões abaixo dos 750 mm são:
Adiva AD e AR com 700 mm, Suzuki Burgman com 735 mm.

Suzuki Burgman

2. Tamanho e peso

As medições típicas a considerar serão apenas o comprimento, dado que a largura é medida em pontos diferentes e originando referências incomparáveis.

Um pouco mais fiável são os dados de peso (seco), embora muitas empresas não estejam a fornecer correspondente informação.

Se efectuado um “filtro” para 2.000 mm de comprimento e 130kg de peso, restam muito poucas alternativas:

Sym VS e Honda PS.

Serão apenas encontradas outras opções para valores acima de 2050 mm e 140 kg.

Sym VS

Honda PS

3. Amplo compartimento de bagagem

Mais uma vez destaque para a Adiva AD com espaço para dois capacetes integrais e outros objectos na enorme bagageira integrada e ainda um capacete tipo sob o assento.

Definitivamente acima da média, a Suzuki Burgman com uma bagageira ampla sob o assento com espaço para dois capacetes integrais ou uma pequena mala de viagem.

Bastante bem a Kymco Dink que declara capacidade para um capacete fechado e um jet (não verificado), ao passo que a Honda S-Wing possui espaço para um capacete fechado e um semi-jet ou um saco de viagem (testado).

Um caso particular (mas menos eficiente) o da Malaguti Blog com dois compartimentos separados, cada um deles capaz de alojar um jet.

4. Baixa apetência ao roubo

A lógica é bastante simples, quanto mais populares forem e mais na moda estiverem as Maxis, mais risco de roubo correm. De modo inverso, os modelos de menor popularidade são os menos furtados.

Gilera Runner ST

5. Elevada comercialização

Neste aspecto, o discurso é literalmente oposto ao efectuado no ponto anterior. Os modelos mais vendidos são também aqueles que possuem maior cotação nos anos posteriores à sua compra. Este não é o único parâmetro a considerar, será também avaliada a respectiva longevidade no mercado, se é uma série especial ou um modelo de reentrada.

A BMW C1, por exemplo, é mais procurada actualmente do que no início da sua comercialização (mercado italiano). A título meramente indicativo, deixamos a sugestão para dois modelos razoavelmente seguros em matéria de comercialização: Honda SH e Piaggio Liberty.

Honda Sh

Piaggio Liberty

Selecção por Custo

1.1 Preço não superior a 2000 Euros

Kymco Agility R16

1.2 Preço não superior a 2500 Euros

Sym VS

1.3 Preço não superior a 3000 Euros

Em ordem crescente:

Piaggio Liberty, Kymco People S, Sym Joyride Evo, Aprilia Scarabeo, Malaguti Centro e Blog, Peugeot LXR, Sym HD Evo, Kymco Dink DD.

2. A economia de combustível

É escandaloso mas nenhuma empresa declara os dados sobre consumos em conformidade com a norma ECE. Pior Aida, a maioria não declara absolutamente nada!!

No entanto, na generalidade, foi considerado que os modelos com injecção electrónica e refrigeração líquida oferecem um melhor compromisso entre o desempenho e consumo.

Com base em resultados obtidos em testes aos modelos em estrada, foram apurados os seguintes valores:

O melhor registo que obtido foi efectuado com a Honda SH 150 My 2008 (idêntico à 2009 na motorização), que alcançou 34,9 km/litro.

Honda Sh

3. Periodicidade da manutenção

Além da evidente perda de tempo, quanto mais elevada for a frequência das manutenções maior o gasto. Por isso é importante compreender os respectivos intervalos reais necessários para os variados modelos (excluindo ciclos de controlo e reposição de óleo do motor).

Um terço das Maxis consideradas ou seja, Adiva, Aprilia, Piaggio, Sym (não todos os modelos) e Vespa exigem manutenção a cada 6.000 km. A Peugeot requer 5.000 km, a Honda, Malaguti, Kymco e Suzuki cada 4.000 km, Sym Joyride e HD cada 3.000.

Por fim a Vectrix cujo compromisso (de baixo custo) é fixado para cada 6 meses.

Vespa LX

Resumindo

1. Seleccione os parâmetros que considera mais importantes e verifique quais os  modelos que os apresentam com mais frequência. Utilizando este processo, é possível restringir a lista de candidatos.

2. Aprofunde o conhecimento sobre todos os candidatos consultando os mais variados testes efectuados por agentes da especialidade.

3. Visite os concessionários locais para verificar os preços reais e efectuar test ride (fundamental!).


Continua...

Offline PALMABLUE

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Re: Como escolher uma Maxiscooter? - Parte III
« Responder #1 em: 24 de Maio de 2011, 23:28 »
Fabuloso!!!!
Abraço e mais uma vez os meus agradecimentos.
Sym Fidlle II
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