Autor Tópico: Como escolher uma Maxiscooter? - Parte II  (Lida 7137 vezes)

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Como escolher uma Maxiscooter? - Parte II
« em: 24 de Maio de 2011, 21:34 »
A Maxi de Cidade


Este perfil considera apenas as deslocações em áreas urbanas podendo abranger também curtas viagens suburbanas, mas não exige o acesso às vias rápidas e auto-estradas.
 
O segmento ideal pode ser limitado a 125cc, o qual possui a vantagem de poder ser utilizado com a carta de condução B. Claro pode ser recomendada cilindrada ligeiramente superior, normalmente 150/200cc. Este segmento possibilita o acesso a uma gama de equipamentos segurança apetecíveis, mantendo o tamanho, peso e custando quase o mesmo já que muitos dos mesmos modelos estão disponíveis com motores de 125/150/200cc.

Deverá estar presente que o limite de velocidade nas cidades é de 50 km/h (podendo ser limitado a 30 km/h em áreas específicas), mas pode também aumentar em zonas de maior fluxo quando devidamente assinaladas.



A Ideal na Cidade

Vejamos então as características a verificar numa Maxi para movimentação ágil em cidades:

- Compacta e leve para não cansar em viagens curtas, estacionamento e manobras com o motor desligado;

- Manejável e com amplo raio de direcção para o zig-zag no trânsito e para as inversões de marcha;

- Ágil para não ficar presa no trânsito e rápida o suficiente para as artérias de rápido fluxo;

- Grande, de preferência, para poder guardar (a sete chaves) os inúmeros objectos que se podem usar e/ou comprar;

- “Protectora” para abrigar da chuva e do frio, especialmente se o uso não está limitado ao verão;

- Confortável, um assento menos confortável e uma suspensão demasiado dura, em percursos frequentes por estradas em "mau estado", podem tornar demasiado cansativas pequenas deslocações;

- Económica na compra, no combustível e na manutenção. Normalmente os utilizadores deste tipo utilitário de Maxi não estão dispostos a despender valores muito elevados;

- Acima de tudo segura, é no trânsito urbano que se verificam maiores probabilidades de acidente devido a tráfego intenso, condições da estrada, travagens constantes e desatenções mais frequentes;

- Tecnologia enquadrada com as normas anti-poluição, actualmente deve cumprir com requisitos Euro 3 (Euro 4 provavelmente a partir de 2012);


Obviamente, uma Maxi com todas estas características não existe, mas ninguém poderá chegar perto da ideal sem enumerar a totalidade dos requisitos para a sua utilização.

Adiva AD

Suzuki Sixteen

Honda S-Wing

Peugeot Satelis Urban

Para a avaliação da Maxi Ideal na Cidade, foi efectuada compilação com base nos modelos em produção, com especial atenção aos testados por CyberScooter, e outros dos quais foi possível apurar informação fidedigna (período 18 Maio 2009 a 20 Maio 2011 – Mercado Italiano). No total, para este perfil, foram analisados mais de 60 modelos.

Selecção por Utilização

1. Ocasional no verão

Considerando a utilização ocasional, foram avaliadas Maxis de baixo custo (com algumas excepções), todas com 125 cc (excepto quando indicado), sobretudo práticas e leves, não muito rápidas, espaçosas e com boa protecção.

Escolha por ordem alfabética:

Aprilia: Scarabeo 100, Sportcity One;
Honda: Lead 110;
Kymco: Agility, Agility R16, Agility RS, Like, Super 8, People, People S;
Peugeot : Sum Up;
Piaggio: Fly 125, Liberty 125;
Sym: Fiddle II, Mio, Symphony, Symply 2, VS;
Vespa; LX, LXV, S;
Yamaha; Vity, Cignus X.


Aprilia Scarabeo 100


Yamaha Vity

2. Contínua, excepto em caso de chuva ou frio

Comparativamente aos modelos da selecção anterior, possuem mais espaço, mais conforto, motores de alta performance, aumento de protecção contra o vento e mais espaço para bagagem (em alguns modelos).

Escolha por ordem alfabética:

Aprilia: Scarabeo, Sportcity Cube;
Gilera: Runner ST;
Honda: PS, SH,
Malaguti: Centro;
Kymco: Dink;
Peugeot: LXR,
Piaggio: Carnaby,
Suzuki: Burgman, Sixteen;
Sym: HD Evo,
Vespa: GTS Super.


Gilera Runner ST


Sym HD Evo

3. Diariamente, durante todo o ano e em todas as condições climatéricas

Aumento da protecção contra os agentes meteorológicos, melhoria nos equipamentos e no conforto, mais espaço para bagagem. Consequentemente, o tamanho, peso e preços (embora nem sempre) aumentam. Em alguns casos existe também maior desempenho nas prestações.

Escolha por ordem alfabética:

Adiva: AD, AR;
Gilera: Nexus;
Honda: S-Wing;
Malaguti: Blog, Madison 3;
Kymco: Downtown;
Peugeot:  Geo, Geopolis, Sat, Satelis;
Piaggio: Beverly Tourer, X7
Sym: Joyride Evo,
Yamaha: Majesty, X-City, X-Max



Honda S-Wing

Piaggio Beverly Tourer

Selecção por Características Principais

1. Principalmente segura

A escolha certa do ponto de vista da segurança não é uma 125 cc (!). A opção recai numa outsider que justifica a escolha.

Conforme mencionado em artigo anterior (Três Rodas Basculantes), a solução que oferece maior segurança activa são as três rodas basculantes. Visto que a Piaggio MP3 125 não é distribuída no mercado (italiano), abriu-se uma excepção para o modelo 250 LT. Graças à homologação do tryke para condução com a carta B, para uma utilização semelhante às Maxis 125 cc (sem necessidade de acesso a vias rápidas e auto-estradas), constitui uma boa opção ainda que o preço seja inevitavelmente superior.

Piaggio MP3 250 LT

Imediatamente a seguir, surgem dois modelos com travagem combinada ABS, ambos da Peugeot: Geopolis Urban e Satelis Urban. Visto que qualquer um destes modelos não custa mais do que qualquer outra Maxi do mesmo nível, então eles são definitivamente uma boa escolha na relação preço - segurança.

Na mesma linha, poderia igualmente ser considerada a Honda S-Wing 125 ABS, fabricado em Itália, mas apenas vendida no exterior.

Merecem também referência os modelos equipados com conjunto de travagem combinada: Aprilia Scarabeo 125 e todos os modelos Honda e Suzuki.

Peugeot Geopolis Urban

2. Simples e económica

Para aqueles que querem gastar o menos possível estão disponíveis alguns modelos. No entanto, todo o cuidado é pouco com o que será possível obter com preços a partir de pouco mais de 1500 euros.

Estes modelos vêm quase todos da China, mas são comercializados sob a supervisão de marcas de qualidade garantida. Vejamos então os modelos (listados por ordem preço crescente +/-) tendo por base um preço referencial de 2000 euros como limite:

Sym Symphony, Kymco Agility, Sym Symply 2, Sym Fiddle II, Sym Symphony S, Kymco Agility R16, Sym Mio 100, Kymco Agility RS, Kymco Like, Kymco Super 8, Peugeot Sum Up e Kymco People.


 
Kymco Agility R16

Sym Symphony

3. Elegante e rápida

Foram avaliados os valores de potência e torque, sem esquecer os pesos e as respostas em teste de estrada.

A potência máxima é limitada por lei a 11kW e foram apenas 15 os modelos a cumprirem com este requisito. A avaliação foi efectuada com base no desempenho sobre o valor máximo de torque combinado com o peso e calibração da caixa e transmissão.

De entre todos as Maxis, destaque para a Peugeot Satelis Compressor que graças à solução do compressor volumétrico alcança 16Nm de torque máximo enquanto que a mais potente de todas as outras, a Kymco Downtown, chega a 12,6 Nm e apenas algumas das restantes conseguem valores próximos de 12Nm.

Relativamente à velocidade máxima, o conjunto de modelos abaixo indicados (nem todos foram testados) deveria ter melhor desempenho: Malaguti Madison 3, toda a gama Peugeot excepto a Sum Up, Piaggio Beverly Tourer, Carnaby e X7, Gilera Nexus, Vespa GTS Super.

Pela resposta dos testes efectuados, as Maxis mais ágeis não são necessariamente aquelas que possuem valores mais elevados. Saindo da posição parada, entre todos os modelos testados, é difícil fazer melhor do que as Honda SH e PS e Suzuki Sixteen.

Como outsider, foi também considerada a Vectrix que apesar de um motor eléctrico, é bastante ágil em “disparo”.

Com uma cilindrada duas vezes superior à concorrência, a Piaggio MP3 250 LT “não fica nada mal na fotografia” batendo mesmo todas as restantes em velocidade máxima.


Peugeot Satelis Compressor

Honda SH

Kymco Downtown

Suzuki Sixteen

4. Confortável e boa capacidade de protecção

A maioria das 125 cc não têm carenagem, apenas proporcionam algum abrigo para as pernas e embora algumas possuam uma pequena carenagem, os modelos que oferecem protecção acima da média são uma minoria.

Destacam-se obviamente os dois modelos Adiva, AD e AR, que com os seus grandes pára-brisas e tectos removíveis, podem substituir um carro no verdadeiro sentido da palavra (inclusive na capacidade de carga) e não custam uma “fortuna”.

Entre os modelos tradicionais, os que apresentam maior protecção e conforto são:

Gilera Nexus; Honda S-Wing; Kymco Downtown; Malaguti Madison 3; Peugeot Geopolis e Satelis; Piaggio Beverly Tourer e X7, Yamaha X-City e X-Max.

A considerar no mesmo nível, as duas outsiders  Piaggio MP3 LT e Vectrix.

Adiva AR

Vectrix

Vespa GTS Super

4. Tecnológica e com estilo

Deverão constituir preferência, em termos de tecnologia, todas as Maxis com injecção electrónica de combustível e refrigeração líquida, com uma menção especial para a Peugeot Satelis Compressor que, graças ao compressor volumétrico tem uma solução única no panorama motociclístico.

Também aqui a considerar as duas “habituais” outsiders, a Piaggio MP3 250 LT pelas 3 rodas basculantes e a Vectrix pela propulsão eléctrica.

A assinalar uma jóia, a pequena Honda Lead 110, que possui um motor com injecção electrónica de combustível e refrigeração líquida disponível por cerca de 2400 euros.

Mas entre os modelos mais elegantes é impossível não mencionar a Vespa GTS Super que sem dúvida atingiu um excelente nível de tecnologia.

Selecção por Necessidades Imprescindíveis

1. Assento baixo

Se a estatura impõe alguma proximidade do assento ao solo, a avaliação não deverá apenas ser limitada a este facto e considerar também a largura não excessiva do assento e espaço suficiente na plataforma (para evitar a abertura das pernas).

Os modelos que se destacam tendo como referência a altura do assento são:

Adiva Ad e AR com 700mm;
Sym Mio 100 com 710 mm;
Yamaha Vity com 730 mm;
Suzuki Burgman com 735 mm;
Honda Lead 110 com 740 mm;


Todas as restantes Maxis estão acima dos 760 mm.

Sym Mio 100

Honda Lead 110

2. Tamanho e peso

As medições de referência a abordar serão apenas o comprimento dado que a largura é medida de forma alternada entre os espelhos, guiador e carenagem facto que a torna praticamente incomparável.

Neste capítulo, de entre todos os modelos, destaque para Sym Mio 100 que é a mais curta (1720 mm) e mais leve (87,5 kg). A única outra Maxi abaixo dos 100 kg é a Aprilia Scarabeo 100 (88 kg), embora com 1905 milímetros de comprimento está contudo posicionada abaixo da média.

Ainda abaixo da média, a Honda Lead 110 com 114 kg de peso (com tanque cheio) e 1.835 mm comprimento.
A assinalar ainda Kymco Agility, Yamaha Cygnus X e Vity, Sym Fiddle II e VS.

3. Amplo espaço de bagagem

Destaque para a Adiva AD com espaço para dois capacetes integrais e outros objectos na enorme bagageira integrada e ainda um capacete tipo sob o assento.

Embora em número reduzido, existem outros modelos que podem acomodar dois capacetes integrais ou um pequeno saco de viagem: Peugeot Sat e Satelis (excluindo o modelo Compressor que apenas possui espaço para um capacete integral), Suzuki Burgman e Yamaha X-Max.

Suzuki Burgman

4. Baixa apetência ao roubo

A lógica é bastante simples, quanto mais populares forem e mais na moda estiverem as Maxis, mais risco de roubo correm. De modo inverso, os modelos de menor popularidade são os menos furtados.

Piaggio X7

Yamaha Vity

5. Elevada comercialização

Neste aspecto, o discurso é literalmente oposto ao efectuado no ponto anterior. Os modelos mais vendidos são também aqueles que possuem maior cotação nos anos posteriores à sua compra. Este não é o único parâmetro a considerar, será também avaliada a respectiva longevidade no mercado, se é uma série especial ou um modelo de reentrada.

A BMW C1, por exemplo, é mais procurada actualmente do que no início da sua comercialização (mercado italiano). A título meramente indicativo, deixamos a sugestão para dois modelos razoavelmente seguros em matéria de comercialização: Honda SH e Piaggio Liberty.

Honda Sh

Piaggio Liberty

Selecção por Custo

1.1 Preço não superior a 2000 Euros

Em ordem crescente: Sym Symphony, Kymco Agility, Sym Symply 2, Sym Fiddle II, Sym Symphony S, Kymco Agility R16, Sym Mio 100, Kymco Agility RS, Kymco Like, Kymco Super 8, Peugeot Sum Up e Kymco People.

1.2 Preço não superior a 2500 Euros

Em ordem crescente: Yamaha Vity, Piaggio Fly, Honda Lead 110, Sym VS, Aprilia SportCity One, Yamaha Cignus X e Kymco People S.

1.3 Preço não superior a 3000 Euros

Em ordem crescente: Piaggio Liberty, Sym HD Evo, Aprilia Scarabeo 100, Peugeot LXR, Malaguti Centro e Blog, Sym Joyride Evo, Aprilia Scarabeo, Kymco Dink, Honda PS, Honda SH (disco/tambor) e Suzuki Sixteen.

Claro que também existem os preços que não estão ao alcance de todas as bolsas, 4500 Euros para Vespa GTS Super e ainda as outsiders Piaggio MP3 LT – 5700 Euros e a Vectrix - 8000 Euros.

2. A economia de combustível

É escandaloso mas nenhuma empresa declara os dados sobre consumos em conformidade com a norma ECE. Pior ainda, a maioria não declara absolutamente nada!!

No entanto, na generalidade, foi considerado que os modelos com injecção electrónica e refrigeração líquida oferecem um melhor compromisso entre o desempenho e consumo.

Com base em resultados obtidos em testes aos modelos em estrada, foram apurados alguns valores:

- Honda SH 125 My 2009 com 29,6 km/litro;
- Suzuki Burgman com 26 km/litro;
- Piaggio Fly com 23 km/litro.

3. Periodicidade da manutenção

Além da evidente perda de tempo, quanto mais elevada for a frequência das manutenções maior o gasto. Por isso é importante compreender os respectivos intervalos reais necessários para os variados modelos (excluindo ciclos de controlo e reposição de óleo do motor).

As melhores são definitivamente a Gilera Nexus e Vespa GTS Super exigindo apenas uma pausa na oficina a cada 10.000 km (ou um ano). A mesma periodicidade é aplicável para a Piaggio MP3 250 LT.

Gilera Nexus

As marcas Adiva, Aprilia, Piaggio, Sym (não todos os modelos), Yamaha e Vespa exigem uma pausa a cada 6,000 km. A Peugeot requer 5.000 km, a Honda, Malaguti, Kymco e Suzuki cada 4.000 km, Sym Joyride e HD cada 3.000.
Por fim a Vectrix cujo compromisso (de baixo custo) é fixado para cada 6 meses.

Resumindo

1. Seleccione os parâmetros que considera mais importantes e verifique quais os  modelos que os apresentam com mais frequência. Utilizando este processo, é possível restringir a lista de candidatos.

2. Aprofunde o conhecimento sobre todos os candidatos consultando os mais variados testes efectuados por agentes da especialidade.

3. Visite os concessionários locais para verificar os preços reais e efectuar test ride (fundamental!).



Continua...

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Re: Como escolher uma Maxiscooter? - Parte II
« Responder #1 em: 24 de Maio de 2011, 23:29 »
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