Autor Tópico: 6 Inimigos da condução  (Lida 11998 vezes)

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6 Inimigos da condução
« em: 15 de Novembro de 2010, 11:38 »
Contra qualquer um destes inimigos é fundamental nunca descurar o uso de equipamento de segurança passiva!





1º Inimigo: A CHUVA
Para evitar sustos com a chuva, tenha particular atenção à escolha dos pneus. As misturas de borracha muito rijas, apesar de apresentarem maior duração, podem tornar-se perigosas no caso do pavimento estar escorregadio. Deve-se preferir pneus com misturas mais macias que agarram muito melhor a estrada e impedem sustos e acidentes. Os membros do CPM recomendam o uso de pneus de qualidade superior: Bridgestone Hoop, Michelin Pilot Sport SC, Dunlop Runscoot, entre outros...
Não esquecer ainda de verificar com regularidade a pressão dos pneus e considerar a hipótese de colocar azoto nos pneus.
Os travões com sistemas ABS (antibloqueio) são uma mais-valia nestas condições, devendo também optar-se por sistemas eficientes de travagem combinada.
Quando a chuva não é abundante as carenagens das nossas Maxis servem como protecção, apesar disso, em caso de chuva é imprescindível a utilização de um fato impermeável. Se for constituído por duas peças torna-se mais fácil de transportar e até de vestir, no entanto, os fatos-macaco completos permitem uma protecção mais eficaz, principalmente se forem feitos em matérias altamente resistentes como a Cordura ou o "Gore-Tex".
Apesar das Scooters garantirem uma protecção superior para os pés, não podemos esquecer de os proteger em caso de chuva. Caso não possua umas botas completamente impermeáveis, poderá recorrer a uma polainas ou cobre-botas para garantir que não molha os pés.
Deverão ser utilizadas luvas impermeáveis de boa qualidade e como soluções de emergência podem ser utilizados sacos de plástico sempre bem ajustados ao que se quiser resguardar, bem como luvas de plástico ou borracha calçadas sobre as luvas normais.
A condução deverá ser o mais suave possível, sem manobras bruscas e garantindo limites de segurança bastante mais amplos do que aqueles que seriam utilizados com piso seco.
Tenha o cuidado de garantir algum aquecimento inicial dos pneus para obter a aderência máxima e evite as linhas brancas no pavimento, as passadeiras de peões e as marcações de estrada em geral, para além de restos de combustível ou óleo que criam zonas altamente escorregadias nas estradas. Lembre-se que os automobilistas não o vêem, pois os vidros dos enlatados estão embaciados e os espelhos cobertos de água. Trate as placas metálicas ou as tampas de esgoto como se fossem placas de gelo.
A roupa molhada retira calor ao corpo. A água conduz o calor muito mais depressa do que o ar, o que significa que vai ter frio, muito mais depressa se estiver molhado. A utilização de vestuário para chuva é essencial, mas a chuva não é a única fonte de humidade… Vestuário húmido de suor também retira calor ao corpo. Para compensar este efeito existe vestuário feito em materiais desenvolvidos para afastar o suor da pele, mantendo-a seca e quente.
A roupa molhada é um problema particular para os motociclistas devido aos efeitos adicionais do “factor wind chill” que nos diz que a cada 5 km/h de velocidade do vento, a temperatura da superfície desce 5°C.
Alguns materiais têxteis são à prova de água ou bastantes resistentes à água, enquanto o couro absorve a água. Apesar desta desvantagem do couro, em qualquer situação é sempre vantajoso possuir uma camada de vestuário que proteja da chuva.
Na realidade a chave para se manter confortavelmente seco é utilizar roupa impermeável e respirável.
O vestuário em PVC ou nylon plastificado é impermeável, mas não respirável. É útil em situações de emergência para resguardar da chuva intensa, mas torna-se rapidamente muito desconfortável porque mantêm a transpiração dentro. Isso provoca uma transferência de calor acelerada, resultando em sobreaquecimento em climas quentes e arrefecimento rápido em climas frios.
Há uma variedade de vestuário para Scootards que traz forro impermeável ou resistente à água. Há uma diferença entre impermeável e resistente à água. A água não pode penetrar num tecido impermeável, mas possivelmente acabará por ensopar um que só é resistente. Verifique as letras pequeninas no vestuário que pretende adquirir… trata-se de tecido impermeável ou apenas resistente à água? E o forro é totalmente respirável, semi-respirável ou não respirável? Verifique a concepção e construção da roupa. Como são os bolsos, fechos e punhos cobertos? Será que tem costuras impermeáveis? Será que permite ventilação no tempo quente?
Lei de Murphy: quando se põe o fato de chuva não chove, mas se se esquecer dele cairá toda a chuva do mundo...



2º Inimigo: O FRIO
É o inimigo mais comum do condutor de Maxiscooter mas, felizmente, é o mais fácil de combater. Entre 12ºC e 1ºC já se deverá tomar medidas especiais, principalmente no que se refere ao vestuário. Fisicamente não existe o frio, apenas há ausência de calor...
A carenagem da Maxi é novamente uma vantagem nesta situação. Os modelos que possuem pára-brisas mais eficientes também são muito apreciados por quem circula em dias de frio.
Com baixas temperaturas (desde que superiores a 0ºC) a condução não difere muito do habitual em condições normais, mas é preciso recordar que os pneus frios agarram muito menos do que quando quentes, portanto é preciso um cuidado especial durante os primeiros quilómetros.
O "Gore-Tex" e outras fibras revolucionaram o vestuário de Inverno garantindo uma protecção muito completa. Não esquecer que o Pendura deve utilizar equipamento tão bom ou melhor do que o condutor. Para o uso de vestuário ou punhos aquecidos, é importante ter a bateria em boas condições e toda a cablagem blindada e bem colocada.
Como soluções de emergência, pode recorrer-se ao efeito isolante de um jornal a resguardar o peito por dentro do casaco, bem como cobre-mãos feitos com garrafas de plástico cortadas longitudinalmente.
Ter em atenção que há sempre humidades e descidas de temperatura ao passar por zonas sombrias, pelo que aí o cuidado deve ser redobrado. Deve sair de casa já bem agasalhado e protegido. Mais vale perder uns minutos abotoando e fechando todo o equipamento antes de sair, ajustando bem as roupas e fechos, do que ter de o fazer a meio do percurso, quando já é muito difícil recuperar o calor perdido.
A sensação de frio pode afectar um motociclista em três aspectos cruciais:
  • A mais óbvia é a perda de sensibilidade nas mãos e pés, o que reduz a capacidade de controlar a mota.
  • Sentir o frio ou o desconforto por ele provocado também é stressante e cansativo, o que diminui a capacidade de estar alerta e retarda a velocidade das reacções.
  • Também existe evidência científica de que a baixa de temperatura corporal pode afectar a tomada de decisões e algumas respostas emocionais como a ansiedade, a irritabilidade, a agressividade ou a concentração.
O isolamento de frio e vento são as chaves para evitar o stress causado pelo frio. O princípio de isolamento passa por permitir a existência de uma camada de ar entre o corpo do condutor e camada exterior da roupa. Isolar as aberturas da roupa (pescoço, punhos e cintura) e cobrir os fechos e outros pontos de fixação permitem a redução drástica da entrada de ar exterior e a saída de ar quente, garantindo assim o calor da camada de ar.
A utilização de roupas muito folgadas também pode resultar em perda de calor devido á agitação dos tecidos provocada pela deslocação de ar associada à velocidade da Maxiscooter.
O efeito gelado do frio é potenciado pela utilização de roupas húmidas, especialmente de couro.  Isto acontece porque à medida que o vento evapora a humidade, o calor do corpo é diminuido.  Mais uma vez, para compensar este efeito existe vestuário feito em materiais concebidos para afastar o suor da pele, mantendo-a seca e quente.
A utilização de botas e luvas forradas pode ajudar a manter o calor nos pés e mãos. No entanto, isso não será suficiente se o corpo estiver frio, porque o cérebro vai restringir o fluxo de sangue nas extremidades, num esforço para manter a temperatura ideal nos órgãos mais centrais. Se o corpo estiver frio, logo as mãos e pés também estarão frias.
As pernas de um motociclista estão bastante expostas ao frio, e se as pernas ficarem frias isso vai afectar o fluxo sanguíneo para os pés e, portanto, o calor dos pés, pelo que deverá sempre proteger as suas pernas.
Para casos extremos, existem sacos de “calor instantâneo” que podem ser comprados em farmácias ou noutras lojas de produtos de saúde que permitem restaurar ou manter o calor corporal quando colocados dentro das botas, calças ou mangas.
A pressão provocada por botas apertadas, luvas ou punhos também pode afectar a circulação sanguínea e aumentar os problemas provocados pelo frio.
Em média, um terço do calor é perdido no pescoço e cara, portanto torna-se fundamental utilizar uma balaclava ou buff que proteja devidamente essas áreas e evitar utilizar os capacetes abertos nos dias mais frios.


3º Inimigo: O NEVOEIRO
Este inimigo é muito traiçoeiro, molha a viseira de forma lenta e não desaparece com a velocidade, dificultando ainda mais a visão.
As armas principais são os faróis de nevoeiro, os anti-embaciantes/anti-fog e os reflectores bem colocados (inclusivamente no vestuário e calçado). Sempre que necessário recorra à utilização das luzes de emergência (4 piscas) para assinalar a sua presença. Quanto à condução, o mais perigoso são as auto-estradas e as vias rápidas, em que se tem a tentação de circular mais rápido do que a visibilidade permite. É preciso assumir que o pavimento está molhado, aceitando que a média quilométrica da viagem se reduzirá drasticamente. Nunca diminuir as precauções, porque circular muito tempo com nevoeiro conduz a uma falsa sensação de segurança. É preciso limpar frequentemente a viseira com a luva, bem como recordar que nem todos os obstáculos estão iluminados (animais, carros, peões, etc.). Como soluções de emergência pode levantar-se a viseira (se não levar óculos) ou utilizar sabão líquido como anti-embaciador (e enxaguar bem).
Em caso de avaria ou paragem na estrada, sinalize muito bem o veículo e estacione fora da faixa de rodagem.


4º Inimigo: O GELO
Enganador e camuflado, o gelo raramente denuncia a sua presença. Circulando em estrada aberta, é o mais fulminante dos inimigos. Convém tentar detectá-lo antes que o termómetro alcance os 0ºC. Não esquecer que numa zona de sombra permanente podem estar restos de gelo mesmo durante o dia. Não há armas definitivas contra o gelo. A condução tem de ser de antecipação. Quando a temperatura ronda os 0ºC, as manchas na estrada já não serão de água líquida. Se passarmos repentinamente sobre uma placa de gelo e se existir uma boa escapatória, há que seguir em frente e sem travagens bruscas ou hesitações. Como soluções de emergência em caso de gelo podem-se enrolar cordas na roda traseira para conseguir que esta ganhe tracção ou utilizar líquidos anti-congelantes que se espalham sobre o pneu. É possível circular sobre neve pouco abundante desde que não surjam desníveis pronunciados. É fundamental, no entanto, limpar várias vezes a viseira do capacete, passando a luva, para evitar que a neve congele. Quanto ao granizo, enquanto não se formar uma capa de gelo sobre o piso da estrada, os pneus conseguem afastar as pedras bastante bem.


5º Inimigo: O VENTO
Este é um inimigo diabólico que não permite baixar nunca as precauções. Consegue pôr tenso o sistema nervoso do mais calmo dos Maxiscootards. O vento frontal é bastante menos perigoso do que os ventos laterais e o mesmo se pode dizer dos ventos contínuos em relação aos intervalados.
A melhor defesa é a perícia do condutor. Como soluções de emergência, pode-se ajustar a posição de condução, deslocando-se o corpo para o lado de onde sopra o vento. Deve transportar-se top-case ou bagagem baixa e pouco volumosa e, ao viajar com pendura, deve tentar fazer-se um só corpo. Quanto à condução, deve evitar-se a distracção, conduzindo sempre muito atento e disposto a corrigir qualquer rajada com energia, mas sempre com tranquilidade. Viajar com vento lateral pode não ser muito difícil. Uma forma de o fazer é conduzir nas rectas com a Maxi inclinada no sentido do vento. Não esquecer de prestar muita atenção às mudanças do vento que se verificam nos obstáculos naturais (ladeiras ou valados) que podem tapar repentinamente o vento e um pouco mais à frente potenciar a sua velocidade e força. Os momentos mais críticos são a ultrapassagem de um veículo pesado volumoso ou a entrada numa ponte. Um truque valioso é observar as árvores, as bandeiras ou a vegetação alta e procurar antecipar rajadas ou mudanças na direcção/intensidade do vento. Os sinais de uma manga de aviação ou de vento indicam zonas de ventos frequentes ou corredores naturais de vento.


6º Inimigo: O CALOR
Em Portugal, muitos motociclistas não usam roupas de protecção no Verão, porque é por vezes desconfortável.
Estará isso correcto? Parece-nos que não!
O risco de lesão em caso de acidente é permanente no Verão ou no Inverno e o motociclista tem que garantir sempre o máximo de segurança passiva.
Além disso, a pele descoberta absorve o calor directamente do sol causando desidratação, bem como queimaduras solares. Por sua vez a desidratação pode causar fadiga…
Assim como o isolamento é a chave para evitar o frio, a cobertura ventilada é a chave para evitar o calor. A ideia é permitir que o ar flua através da roupa e sobre a pele para evaporar o suor. Os pontos de entrada de ar no vestuário devem estar virados para a frente e para a pressão máxima do ar, mas nunca devem comprometer a protecção contra impactos.
A camada exterior do vestuário deve reflectir em vez de absorver o calor. A cor da roupa pode fazer a diferença. As cores claras reflectem, enquanto as cores escuras - como o preto - irão absorver o calor.
Há também alguns novos materiais no mercado que irão melhorar o conforto nos dias de calor:
O Couro TFL COOL é o resultado de um tratamento de escurecimento que reduz o efeito do aquecimento do sol sobre o couro. Enquanto que os couros comuns podem atingir 50°C ao sol, o TFL COOL promete permanecer 20°C mais fresco reflectindo os NIR - Near InfraRed (raios infravermelhos próximos). Os NIR são absorvidos pelas superfícies escuras e transformados em energia térmica. Os fabricantes que utilizam TFL COOL incluem a BMW, a Jofama e a M-Tech.


O HI-ART é um tecido de poliéster que proporciona alta resistência à abrasão atingindo o nível 2 com a EN13595. Os fabricantes afirmam que é muito mais confortável do que os outros materiais em condições que vão desde temperaturas negativas até aos 40°C.

O Outlast é um material “inteligente” do tipo PCM (Phase Change Materials) que são incorporados em roupas e interagem com a temperatura da pele para proporcionar protecção contra oscilações de temperatura. Temos aqui a roupa térmica no seu melhor a trabalhar para mantê-lo mais frio ou mais quente, se necessário.
O PCMs do Outlast são minúsculas cápsulas contendo parafina que muda do estado sólido para o estado líquido, consoante o utilizador está a emitir ou que necessitar de calor. À medida que aumenta a temperatura corpo, o excesso de energia é absorvido pelas cápsulas microscópicas derretendo a parafina que está lá dentro. Quando a temperatura do corpo desce, a parafina sólida transforma-se e liberta a energia armazenada. Esta tecnologia foi originalmente desenvolvida para proteger os astronautas contra mudanças bruscas de temperatura, mas está agora disponível para uso civil.



Fonte:
http://www.roadsafety.mccofnsw.org.au/a/78.html

Autor e actualização constante deste Post:
Ferro
« Última modificação: 31 de Dezembro de 2010, 12:30 por paufer »

Offline cristina

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Re: 6 Inimigos da condução
« Responder #1 em: 15 de Novembro de 2010, 13:37 »
Eu acrescentaria mais um inimigo: as passadeiras de peão e as marcações de estrada em geral, porque se já em seco são perigosas, quando molhadas são queda certa se não se tomam as devidas percauções  _confuso_
« Última modificação: 31 de Dezembro de 2010, 12:32 por paufer »

Rider

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Re: 6 Inimigos da condução
« Responder #2 em: 15 de Novembro de 2010, 23:28 »
E condução Nocturna com chuva em estradas sem iluminação, quando passam carros de frente a luz reflecte na viseira...resultado não se vê nada.
Acrescento ainda cães na beira da estrada, normalmente há sempre cães suicídas que gostam de se atravessar á frente da mota principalmente quando o chão está molhado.
Por fim definitivamente chuva + noite + curvas = pode ser encontro com o alcatrão  _polb_
« Última modificação: 31 de Dezembro de 2010, 12:33 por paufer »

sacg

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Re: 6 Inimigos da condução
« Responder #3 em: 17 de Novembro de 2010, 00:04 »
   Eu costumo dizer fujam de tudo o que é branco e tudo o que brilha,ou seja as marcas brancas no pavimeto e tudo o que seja metálico ,tampas de esgoto,juntas de dilatação ,etc...
« Última modificação: 31 de Dezembro de 2010, 12:33 por paufer »

Rui Bernardo

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Re: 6 Inimigos da condução
« Responder #4 em: 20 de Novembro de 2010, 11:50 »
Poderei acrescentar mais uma informação.
Tentem em dias de chuva, principalmente á noite, fazerem sempre o mesmo trajecto diariamente. Só assim se consegue saber (claro que não na totalidade) os riscos e pontos negros das vias por onde passamos (passadeiras, tampas, buracos, lombas no alcatrão, empedrados, etc) tenho optado por este método e não me tenho dado mal. Quando fazemos alterações ao percurso, é como se fosse a 1ª vez que lá passamos. Espero ter contribuido para a nossa boa circulação.

Um abraço e boas curvas
« Última modificação: 31 de Dezembro de 2010, 12:34 por paufer »

Offline Ferro

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Re: 6 Inimigos da condução
« Responder #5 em: 20 de Novembro de 2010, 18:24 »
Poderei acrescentar mais uma informação.
Tentem em dias de chuva, principalmente á noite, fazerem sempre o mesmo trajecto diariamente. Só assim se consegue saber (claro que não na totalidade) os riscos e pontos negros das vias por onde passamos (passadeiras, tampas, buracos, lombas no alcatrão, empedrados, etc) tenho optado por este método e não me tenho dado mal. Quando fazemos alterações ao percurso, é como se fosse a 1ª vez que lá passamos. Espero ter contribuido para a nossa boa circulação.

Um abraço e boas curvas
Concordo contigo... _pol_


Só acrescento: não deixem que o facto de acharem que conhecem todos os "pontos negros" do vosso percurso vos faça negligenciar a condução segura e a atenção permanente, pois podem surgir novos "pontos negros" inesperados...
« Última modificação: 31 de Dezembro de 2010, 12:34 por paufer »

Offline Sapiens21

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Re: 6 Inimigos da condução
« Responder #6 em: 06 de Dezembro de 2010, 23:10 »
Ainda hoje andei com piso molhado e não são apenas as travagens a ter em conta....as próprias acelerações mais violentas poderão acabar mal por falta de motricidade ou aderência. Nesta altura eu ando com um cuidado redobrado...  _policia_
« Última modificação: 31 de Dezembro de 2010, 12:34 por paufer »

Offline José Paulo

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Re: 6 Inimigos da condução
« Responder #7 em: 07 de Setembro de 2011, 19:20 »
É óbvio que os  scooter_ genéricamente tem noção da condução de um veículo de duas rodas,
contudo, este é mais um post que todos nós deveriamos ler com atenção, pois pilotar uma  scooter_ é muito mais que montar e acelerar.

Obrigado companheiros

Cumprimentos

J. P.
Prefiro chegar atrasado neste mundo, que adiantado no outro.

Offline _AXE_

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Re: 6 Inimigos da condução
« Responder #8 em: 29 de Setembro de 2011, 16:25 »
Concordo com tudo o que foi escrito, mas acho que ainda acrescento mais umas coisitas que comparadas com outras são insignificantes, mas para mim são bem realistas.

O "VICIO" de passar sempre nos mesmos sítios as mesmas "VELOCIDADES" faz com que tenha-mos aquela "CONFIANÇA" em excesso e que nos leva mtas vezes a deixar de ter a "CONSCIÊNCIA" de que estamos a circular em duas rodas, as vezes sem protecções necessárias.
Já com protecções o nosso corpo pode sofrer sempre algumas escoriações ou coisas bem piores!

Por isso o meu lema é sempre o: ....Vai devagar...não te atrases....
« Última modificação: 29 de Janeiro de 2015, 13:10 por _AXE_ »
         


Vai devagar, não te atrases.....

Offline Scooterado

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Re: 6 Inimigos da condução
« Responder #9 em: 02 de Agosto de 2013, 02:04 »
Não sei se já foi falado, mas um perigo por vezes descurado é o das rotundas que possuem as regas automatizadas que geralmente atuam de noite e pode estar tudo bem seco no caminho e chega-se lá e Pimba!! _thumbdown_
Eu tenho sempre um cuidado bem grande nas rotundas e de noite então.....Não esquecer de travar ou abrandar ANTES de circular nelas.
Scooterado  scooter_ _slb_
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desde 9/12/2015 comprei 1  Tmax 530  preta   com 22.242 km.1ªmédia consumo 4,37/4,67 bem fixe!!

Offline Paulo Renato Ferreira

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Re: 6 Inimigos da condução
« Responder #10 em: 02 de Agosto de 2013, 07:12 »
Este é dos tais tópicos formativos que teoricamente desde o primeiro minuto de adesão ao CPM não me canso de os ler e reler.
Ainda bem que de vez em quando reaparecem, pois apesar de alguns aspectos focados serem por demais evidentes, a tendência natural, com o passar do tempo e com o aumento da experiência é andar mais àvontade mas, atenção, andar àvontade não é o mesmo que andar àvontadinha...

Não podemos/devemos facilitar...

Obrigado  _pol_

Paulo Renato e Mila

xixo

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Re: 6 Inimigos da condução
« Responder #11 em: 02 de Agosto de 2013, 10:24 »
Outro problema não referido, é os desníveis e falhas entre as faixas.

80% da nossa deslocação, faz-se ou nesse ponto ou passando muito por aí. Principalmente quando vamos no meio dos carros e pouco podemos fazer para fugir e/ou ter alternativas quando somos apanhados nisso.

Offline NSilva

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Re: 6 Inimigos da condução
« Responder #12 em: 03 de Agosto de 2013, 00:06 »
Outros dois...

Carris dos Electricos e juntas do alcatrão.
Outra coisa... Em estradas de montanha a gravilha



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hpneto

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Re: 6 Inimigos da condução
« Responder #13 em: 15 de Julho de 2014, 08:58 »
Eu acrescento o óleo ou gasóleo no chão, a pouco tempo vi uma BMW 1200 novinha a chegar a uma retunda (não ia com velocidade) e só vejo a mota a ir para o centro da retunda e o condutor no inicio dela, fui falar com ele e ele apontou para o chão que apresentava escuro numa zona (gasóleo).
Conselho (porque no passado já caí por causa do gasoleo) evitem andar ao centro da faixa sempre que avistarem zonas escuras porque no centro é que as  fugas de óleo ou de gasóleo normalmente se concentram, basta verem nas bombas de gasolina o pavimento. Se tiverem sapatos ou botas com sola de borracha passem com um só pé por cima duma dessas manchas na bomba para verem como reage a borracha ao gasóleo (parece manteiga).

Offline vasco

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Re: 6 Inimigos da condução
« Responder #14 em: 26 de Janeiro de 2015, 15:57 »
Eu acrescento o óleo ou gasóleo no chão, a pouco tempo vi uma BMW 1200 novinha a chegar a uma retunda (não ia com velocidade) e só vejo a mota a ir para o centro da retunda e o condutor no inicio dela, fui falar com ele e ele apontou para o chão que apresentava escuro numa zona (gasóleo).
Conselho (porque no passado já caí por causa do gasoleo) evitem andar ao centro da faixa sempre que avistarem zonas escuras porque no centro é que as  fugas de óleo ou de gasóleo normalmente se concentram, basta verem nas bombas de gasolina o pavimento. Se tiverem sapatos ou botas com sola de borracha passem com um só pé por cima duma dessas manchas na bomba para verem como reage a borracha ao gasóleo (parece manteiga).

Evitem andar  do lado mais direito , da berma também pois veiculos principalmente os pesados abastecem do lado direito , por  experiencia própria  , gasoleo e  passadeiras este mistura é explosiva , ai tou todo dorido  _martelada_

um abraço , boas curvas de  scooter_ mas sem cairem dassssss
« Última modificação: 26 de Janeiro de 2015, 15:58 por vasco »
"De carro vemos a paisagem De mota fazemos parte dela"
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Easyrider70

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Re: 6 Inimigos da condução
« Responder #15 em: 04 de Junho de 2018, 20:48 »
...e alguns condutores de enlatados que nem uma bicicleta deviam conduzir. _policia_

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Offline saraiva

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Re: 6 Inimigos da condução
« Responder #16 em: 07 de Julho de 2018, 16:32 »
Parabéns ao autor e obrigado pelo excelente post.