Autor Tópico: Injecção electrónica: quais os principais problemas observados em motos  (Lida 303 vezes)

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Offline moto2cool

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A injecção electrónica é uma tecnologia que já está presente praticamente em quase todos os modelos de motos. Com esse sistema, a queima da mistura de ar e combustível é muito mais eficiente, se comparada à combustão feita com o auxílio dos antigos carburadores. Além disso, o sistema de injecção electrónica ajudou a diminuir bastante a emissão de gases poluentes na atmosfera.

Confira, no post de hoje, uma rápida descrição do funcionamento desse sistema e, em seguida, os principais problemas observados nessa tecnologia em motos.

Uso da injecção electrónica
Se nas motos carburadas a regulação da entrada de ar e de combustível na câmara de combustão do motor era feita de modo manual, com base no accionamento do acelerador, nas motos injectadas essa regulação é electrónica. As motas que possuem injecção funcionam, basicamente, com a presença de uma central electrónica, de sensores e de atuadores.

Nesse sistema, os sensores fazem a leitura de vários aspectos da moto, como a temperatura do ar de admissão e a velocidade de rotação do motor, repassam os dados para a central, a qual faz os atuadores trabalharem da maneira mais eficiente possível — a bomba de combustível e os bicos injetores são exemplos de atuadores.

Dessa forma, a injeção eletrônica faz diferentes combinações da mistura de ar e combustível, para tornar o funcionamento do motor econômico.

Problemas nos sensores
Os sensores do sistema de injeção eletrônica devem ter precisão na medida de várias situações. Caso contrário, a central poderá fazer uma leitura errada do modo de pilotagem e das necessidades do condutor, por exemplo, para fazer uma ultrapassagem.

Quando há problema no sistema de injeção eletrônica nas motos, é comum a luz de alerta dessa tecnologia no painel de instrumentos ficar acesa de forma permanente. Dessa maneira, o piloto saberá que há algum defeito no sistema.

É bem verdade que a central electrónica da mota possui algumas configurações pré-programadas, para evitar que o veículo deixe de funcionar repentinamente.

Ainda assim, o registro de falha fica gravado na memória de manutenção da central. Para poder conhecer os defeitos marcados nessa memória, o reparador precisa contar com o auxílio de um scanner. Esse equipamento permite que o diagnóstico de defeitos seja feito de forma rápida e precisa.

Vale lembrar que, por serem uma espécie de computador, as centrais eletrônicas possuem hardware e software, que podem variar conforme a montadora. A vantagem de um scanner como o Motodiag é que ele é multimarca, logo, pode ser usado para fazer diagnósticos em diferentes sistemas de injeção.

Falhas no motor
Um dos problemas mais comuns ligados à injeção eletrônica é a falha do motor. Afinal, esse é o sinal de que há algo de errado com o sistema de combustão. A origem do problema pode ser desde um fio desconectado na ignição, que impeça o acionamento da bomba de combustível, até um defeito na parte elétrica da moto ou no bico injetor.

Com o uso de equipamento adequado, o reparador pode fazer vários testes nos sensores e nos atuadores, para poder identificar o problema.

Como identificar problemas na injeção eletrônica?
Abordamos, acima, os tipos de falha mais comuns nos sistemas de injecção electrónica das motos. Agora, vamos mostrar como essas falhas costumam se manifestar nas motas, facilitando o diagnóstico e, também, evitando que os problemas se agravem com o tempo. Vamos começar?

1. Partida a frio
Todas as motos têm um pouco de dificuldade para darem a partida em dias muito frios. Porém, quando esse tipo de comportamento começa a aparecer também em dias mais quentes (quase todo o ano aqui no Brasil), pode ser o indício de algum problema.

Nas motos com injeção eletrônica, existe um sensor que envia a temperatura do motor para a central eletrônica da moto, a ECU, que vai calcular a melhor mistura de ar e combustível para fazer a queima com o motor frio.

Porém, se este sensor, conhecido como EOT, apresentar alguma falha, ele pode estar enviando a temperatura errada para a ECU, liberando menos combustível e fazendo a moto ter dificuldades em pegar. Nesses casos, é preciso substituir o sensor.

2. Falha na marcha lenta
Nas motos carburadas, o componente responsável por fornecer ar à mistura ar-combustível era mecânico e ficava sempre numa posição fixa. Nas motos injetadas, porém, esse componente é eletrônico e trabalha de maneira distinta, fazendo a moto ter uma marcha lenta irregular e até afogar quando está com algum defeito.

O atuador da marcha lenta, ou IACV, só pode ter um problema diagnosticado quando a moto já apresenta irregularidades na marcha lenta, ou por meio de um scanner de moto, que fará uma varredura no sistema para verificar algum mau funcionamento do atuador.

Por isso, o maior cuidado aqui é com a manutenção preventiva, aconselhando sempre ao cliente a fazer um check-up pelo scanner para evitar que o problema aconteça.

3. Consumo excessivo de combustível
Outro problema comum nas motos injetadas é o excesso de consumo de combustível. Esse problema pode ser causado por diversos fatores e podem ir se agravando com o tempo. Abaixo, selecionamos os principais para você ficar de olho:

Combustível de má qualidade
O combustível ruim não tem a quantidade de gasolina ou etanol adequados para a queima, sem contar que podem conter aditivos nocivos para o sistema de alimentação da moto. Dessa forma, a ECU precisa enviar mais combustível para tentar obter o mesmo desempenho, o que não é ideal.

Falha na sonda lambda
A sonda lambda é responsável por analisar a mistura de combustível que a moto está utilizando. Isso faz com que o ECU calcule a quantidade exacta de combustível a ser enviada para os bicos injectores.

Se este sensor falha, o sistema envia muito mais combustível que o necessário para a câmara de combustão, jogando o consumo lá em cima e até fazendo a moto soltar uma fumaça branca como resultado.

Falha no sensor EOT
Além de prejudicar a partida a frio, como vimos acima, uma falha nesse sensor também pode fazer a moto consumir mais combustível. Isso porque se ele travar numa leitura de temperatura muito baixa, vai sempre enviar à ECU a informação de que a moto está fria e precisa de mais combustível para realizar a combustão.

Noticia completa e fotos: http://chiptronic.com.br/blog/injecao-eletronica-quais-os-principais-problemas
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Offline diogor

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Re: Injecção electrónica: quais os principais problemas observados em motos
« Responder #1 em: 16 de Setembro de 2018, 15:09 »
Obrigado pela partilha  _palmas_