Autor Tópico: TEST-RIDE » Piaggio Medley 125  (Lida 4575 vezes)

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Offline Sapiens21

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TEST-RIDE » Piaggio Medley 125
« em: 12 de Agosto de 2016, 00:59 »
TEST-RIDE
»Piaggio Medley 125«





Num mercado com as especificidades do continente Europeu, em que as scooters se vendem tanto pelo seu lado estético como também pelo seu lado funcional…sem naturalmente esquecer a relação com o preço final, era de esperar que o Grupo Piaggio, enquanto maior construtor de motociclos na Europa, não deixasse a corrida das citadinas por mãos alheias.

E aqui neste ponto inicial, numa interpretação que me vai fazendo recordar aos poucos os momentos em que convivi com o modelo da marca Italiana, sou levado a crer que desta vez a Piaggio não se limitou a aumentar a fasquia para com outros modelos que tem no seu portfólio.




Não…a marca desta vez colocou-se mesmo em bicos dos pés e fê-lo porque a concorrência ataca em todas as frentes, num segmento que tem vendas massivas nos mais importantes mercados do Velho Continente. No fundo, o grupo Piaggio arregaçou as mangas e olhou para a concorrência não apenas sob uma perspectiva de conseguir a sua quota de mercado, mas sim conquistá-la com argumentos sólidos e capazes de demonstrar que a sua experiência neste segmento ainda tem algo de muito válido para mostrar.

Como é sabido, a Piaggio tem presentemente em Portugal na sua gama de citadinas 125cc, a Fly, a Typhoon e a Liberty…e garantidamente que a Medley ocupa, de uma forma particularmente destacada, a sua posição no seio desta gama de modelos.
É verdade que não são comparáveis e que dois dos modelos que indiquei até têm igualmente motorização de 50cc, mas a Medley é mesmo um caso completamente à parte no que à relação com a cidade (...e não só) diz respeito.




Vamos à descrição deste test-ride…


Chegado ao concessionário, que previamente me tinha formulado o convite para testar a sua unidade de cor azul do modelo – “Blu Midnight” – preparei-me para aquilo que seria um teste debaixo de uma temperatura demasiadamente intrusiva e que convidaria a tudo…menos andar de moto.
Ainda assim, sabedor que a temperatura àquela hora da manhã só teria tendência para aumentar ainda mais, avancei para a máquina…

E a primeira coisa que se deve descrever deste modelo é o seu look!

Por norma as máquinas Italianas têm o seu quê de glamour, sensualidade das linhas, um certo cativar pelo que mostram à sua passagem…e a Medley é mesmo um desses exemplos.

Ser-me-ia muito fácil apontar 3 ou 4 modelos directamente concorrentes desta, mas existe um em particular que o é mais do que todos os outros…a Honda SH.




E o falar dela nesta altura que abordo a estética não é de todo inocente, pelo que basta recordar as palavras de Marco Lambri, responsável do Piaggio’s Group Style Centre, para perceber que este modelo tem o fito directo apontado ao topo: “For us the Medley is strategic, an addition to a sector that is highly popular and a direct competitor of a big seller like the Honda SH. Consequently, every tiniest detail was given painstaking attention in the development work that was done entirely at Pontedera”.

Como tal, a opção pela chamada “roda alta”, o ar esguio de todo o chassis, as jantes com um design muito bem conseguido, a fluidez das linhas vistas de perfil, o grupo óptico a dividir-se entre um farol de médios e máximos mais elevado a que se juntam mais dois estilizados em posição inferior (do tipo LED a fazerem as vezes de luz de presença), são na verdade uma interpretação “à Italiana”, contrapondo um estilo diferente àquele que se pode ver naquela que é uma das scooters mais vendidas de sempre na Europa…a Honda SH.

E eu tenho de vos ser totalmente franco…o resultado final deste trabalho levado a cabo pelo Centro de Estilo em Itália é absolutamente fantástico.




A Medley é de facto uma scooter muito bonita e com classe! Por um lado tem aquela forte carga de modernidade que se percebe ao mais pequeno olhar, mas por outro lado nota-se que os pergaminhos da marca estão lá todos, não fazendo de maneira nenhuma um corte com a sua tradição no design, que colhe influências em modelos da própria marca.

E chega a altura de rodar a chave…

Tendo já feito testes a alguns modelos de 125cc, vou começando aos poucos a notar diferenças entre o trabalhar de cada um dos blocos, sendo uns mais demonstrativos da sua presença por contraponto a outros que mal se fazem notar ao relantim.

E a Medley efectivamente está no primeiro lote dos que indiquei, ou seja, o seu motor tem um trabalhar que se faz notar logo após rodar a chave de ignição, sendo muito pouco abafado e do tipo metálico. Para o caso em questão nem é bom nem é mau, simplesmente fará parte do modelo este temperamento de se fazer notar com alguns decibéis acima de outros modelos concorrentes.

Estando devidamente equipado e com a máquina a trabalhar desde há breves momentos, decido que chega a hora de me sentar e iniciar o teste dinâmico…e logo ali sinto a primeira estranheza!

O banco da Medley não é de todo baixo…mas não o é mesmo!




Custa-me um pouco a entender a opção da marca ao colocar o banco tão alto, nomeadamente quando noto não haver sequer uma ajuda relevante no recorte descendente lateral do banco, pelo que antevejo – ainda que sujeito a confirmação - algumas dificuldades iniciais a condutores com estaturas abaixo de 1,70m e que escolham este como o seu primeiro modelo de 2 rodas.

Meramente como exemplo, posso indicar que devidamente sentado e com as costas a encontrar o rebordo que reparte o lugar entre condutor e pendura…e repito, devidamente sentado…com os meus 1,81m não consigo assentar o calçado na sua totalidade, ficando mesmo com os calcanhares a cerca de 3-4cm do chão.

Analisada a ficha técnica e vendo que o banco se situa a 799mm do chão (curiosamente igual ao milímetro com a já mencionada concorrente japonesa), tal análise de números conta apenas uma parte da realidade, pois até poderia ser uma altura que não causasse embaraço se o formato do banco (de conforto aceitável, diga-se) permitisse mitigar nessa zona a sensação de um acesso mais elevado.




No entanto e já que falo do banco, o mesmo tem um formato bem mais estreito no seu início e que vai alargando até meio da sua extensão, assim se mantendo mais ou menos inalterado no lugar do pendura. Posto isto e sabedor que sou da utilização comum deste tipo de formato do banco mais esguio, acredito que muitos dos utilizadores do modelo com estatura mais baixa, farão uso do método de “chegar o rabo p’rá frente” sempre que se imobilizam, e assim beneficiando do recorte mais pronunciado do banco nessa zona, para assentar os pés no chão com maior segurança.

Quanto à posição dos braços ou do promover uma postura direita durante a condução, pouco ou nada há a dizer…senão que está em muito bom nível, sendo bastante fácil e agradável conduzir a Medley.

Relativamente à posição dos pés e o espaço destinado aos mesmos, confesso que no início estranhei e custou-me a encontrar uma posição ideal, pois não abunda o espaço nessa zona e no caso da Medley não estamos a falar de um piso completamente plano, havendo sim um pequeno túnel central que faz a separação do espaço para as peseiras. Porém e em boa verdade, após o rolar de alguns Kms, rapidamente me esqueci e habituei-me a manter os pés naquela posição, bem quietos e sossegados.




E foi neste passar dos Kms, que tinha em ideia fazer tanto em cidade como em estrada, que me dediquei por momentos a apreciar o trabalho feito no painel de instrumentos.

De aspecto um pouco mais clássico que outras propostas concorrentes, e por isso perfeitamente em linha com o que seria expectável num modelo da marca, encontramos um misto de analógico a ocupar mais de 2/3 do quadrante e um painel digital na base do mesmo, onde com o uso de um botão localizado no lado direito do guiador (junto ao punho), conseguimos ter acesso a informações tão diferentes quanto: conta-Kms; parciais; temperatura exterior, as horas, etc.

O guiador segue uma linha clássica, com muito plástico à vista…mas de muito boa qualidade. E ao referir ser de boa qualidade, refiro-me mesmo à sua espessura, montagem e encaixes perfeitos, além de uma quase ausência de ruídos parasitas, independentemente do tipo de piso onde com ela circulei.




Aliás, a este respeito é bom dizer que a cuidada montagem não se ficou naturalmente apenas pelo guiador, sendo importante e justo dizer que a solidez de todo o conjunto merece aqui uma nota bastante elevada.
Porventura o único ponto ligeiramente mais “frágil”, será o acesso/abertura existente no escudo da scooter, local que serve como porta objectos, mas ainda assim sem poder apontar ali algum defeito notório, até porque o encaixe faz-se praticamente sem folgas.

Este modelo e segundo consegui apurar, é fabricado no Vietname (espantem-se todos aqueles que pensavam ser montada em Itália!), mas daquilo que pude verificar ao longo do test-ride, leva-me a dizer com bastante facilidade que o trabalho realizado e o apuro conseguido no modelo, aparenta globalmente muita solidez e um perfeccionismo de encaixes que só se verá num segmento superior .




Na paragem mais prolongada para umas fotos, junto ao Aeródromo de Évora, a análise prosseguiu desta feita para com o espaço de carga e a surpresa foi total…

Quem olha para este modelo, de dimensões relativamente contidas, uma distância entre eixos que parece estar condensada para comportar o essencial, e um banco que à primeira vista parece esconder um espaço oco apenas suficiente para comportar um capacete jet…desengane-se.

A Piaggio fez aqui um trabalho magistral e o espaço de carga apresenta-se muitíssimo bem aproveitado em comprimento e profundidade, só não sendo também óptimo na largura por via da própria concepção do modelo, se bem que sem beliscar minimamente o trabalho realizado nesta matéria. Não testei a colocação de dois capacetes, mas creio – isto apenas por via de uma análise visual - que dará perfeitamente para colocar um capacete integral e mais um jet. A marca alega uma capacidade de 36,2L, o que na prática a coloca como um dos modelos de cariz citadino com maior espaço debaixo do banco.



Saí daquele local decidido a aproveitar um pouco mais da estrada que faz a ligação Évora – Aguiar, onde o piso é bom e onde só pontualmente existe alguma inclinação da via.

E para tal terei de falar já do motor, que na Medley recebe na sua lateral um curioso autocolante com a inscrição “i-GET”, que significa Italian Green Experience Tecnology.

Segundo pesquisei anteriormente ao teste, a Piaggio não terá ido de modas no que toca ao desenvolvimento do motor, equipando-o com o que de melhor existe actualmente na área para este segmento de mercado.

Naturalmente que pegou num bloco existente do grupo de onde terá partido o seu desenvolvimento, mas as alterações levadas a cabo foram profundas e ao ponto de se poder dizer que o resultado final é bem diferente do seu início… Como tal, o desenvolvimento deste bloco de 125cc (lembro que em Itália se vende bastante a 150) contou com inúmeras atenções dos engenheiros da marca por forma a, por um lado fazê-lo cumprir já a norma Euro4 e alcançar o menor consumo possível, e por outro lado manter uma resposta rápida e eficaz independentemente do tipo de via em que circule.

O que fizeram com o bloco e com outros orgãos mecânicos e eléctricos, foi simples…mexeram em tudo!!

Cabeça, cilindro, pistão, cambota com redução da vibração, sistema de arranque com módulo eléctrico do tipo brushless montado no veio do motor, sistema de arrefecimento com radiador embutido no motor, nova concepção da tampa da caixa de velocidades para redução de ruído, correia dupla dentada de última geração para reduzir as perdas de potência (que confesso ter ficado admirado da inovação, quando soube), caixa de velocidades concebida para melhorar a usabilidade e as performances, caixa de ar e filtro de ar projectados para melhorar a filtragem, unidade de controlo electrónico da paragem do motor – do tipo Start & Stop – desenvolvido pela própria Piaggio….enfim…na teoria está lá tudo.




E como se sente tudo isto na prática, no contexto real de utilização?

Recordo novamente neste ponto da descrição do test-ride, que a unidade que me havia sido cedida contava com perto de 150Kms, estando portanto completamente no início da rodagem.
E a abordagem deste facto diz respeito a algo que comecei a sentir logo que apanhei estrada livre…ou seja…em piso plano não havia maneira de conseguir passar muito dos 90Km/h no velocímetro. Claro que se apanhasse alguma inclinação descendente, neste dia quente e com total ausência de vento, a Medley aumentava mais um pouco a velocidade, mas assim se percebe o quanto pode fazer a diferença entre um teste levado a cabo numa unidade já rodada e numa outra que esteja completamente nova e, por essa mesma razão, bastante presa.

No entanto e colocando de parte a questão de se tratar de uma unidade ainda em rodagem, há vários aspectos positivos a salientar deste bloco a que a Piaggio dedicou tanta atenção, como o são a transmissão da potência à roda, que se faz sem solavancos, de forma decidida e capaz de fazer galopar a velocidade sem interrupções e sem sensação de perda de “fôlego” nos mais utilizáveis médios regimes.

Nota-se perfeitamente que o motor gosta de subir dentro de uma grande faixa de utilização, que medeia os baixos e os médios regimes (30 a 80Km/h), havendo uma transição gradual da suavidade à medida que a velocidade aumenta.

No que diz respeito ao casamento entre a transmissão (com embraiagem automática centrífuga a seco) e o motor, posso dizer que até com a mais pequena solicitação do punho direito existe uma correspondente reacção que impulsiona a Medley e demonstra um acerto muito bem conseguido na passagem da potência à roda traseira.




É uma potência doseável – salda-se nos 12,2cv – e cumpre perfeitamente aquilo que o seu design inspirado, moderno e de linhas fluídas dá a entender ao seu condutor.

Trata-se de um modelo desembaraçado e ao mesmo tempo seguro.
A Medley é um projecto com “cabeça, tronco e membros” por assim dizer, pois é difícil encontrar-lhe um qualquer aspecto em que nos faça apontar-lhe o dedo como uma falha clamorosa.

E isso percebe-se logo no tema da segurança, onde a mesma vem com um sistema de travagem que conta já de série com ABS de dois canais da Bosch e discos de 260mm/240mm com pinça flutuante de pistão duplo nas duas rodas. Na prática e como pude comprovar num par de travagens em modo teste e sem motivo especial senão o de atestar a capacidade de travagem, a Medley portou-se como se esperava…travagem muito forte, sentindo um bom dosear e feedback do que se passava ao longo dos metros até à imobilização. Em nenhuma das duas tentativas consegui acionar o ABS, o que acaba por não espantar face ao piso seco onde decorreu o teste.



Em matéria de comportamento dinâmico pouco há a assinalar pois resultou como positivo, mas ainda assim devo mencionar que a leveza de todo este conjunto – são apenas 132Kg a seco – ajuda bastante quando a vontade é serpentear o trânsito, seja ele mais rápido ou mais lento, aos comandos da Medley.

Não existe trânsito que a consiga parar e aqui o facto de ser mais para o delgada, ajuda bastante e torna esta citadina como um caso muito sério em matéria de despacho. Já em estrada aberta, consegue manter a trajectória de forma segura e as curvas (foram poucas as que enfrentei neste test-ride) são negociadas com o à vontade de um modelo que considero bastante homogéneo para o segmento em que se insere – não esqueçamos que se trata de uma citadina.

E é na cidade que devo fazer o maior elogio a este modelo. E faço-o até com todo o gosto como perceberão de seguida…

Já conduzi no empedrado e calçada da cidade de Évora, Património da Humanidade, diversos modelos de diferentes segmentos, com preços tão distantes quanto as diferenças existentes nas taxas cobradas de IMI entre cidades do país, pelo que tenho em mente uma certa base de dados que me permite fazer a comparação de feeling em matéria de absorção das irregularidades e a forma como tal resulta em matéria de conforto.




E a Medley….bem…

A Medley mostrou-me que a dedicação dos engenheiros da marca foi muito bem compensada com um resultado final simplesmente excepcional.
A forma como este modelo da marca italiana consegue digerir todo o tipo de pisos e a forma como tal se traduz na condução, é simplesmente fenomenal.

Não sei se terá que ver com o setting da suspensão, ou se é da regulação da pré carga da mola traseira, ou se é das rodas de maior dimensão (16´-14´), ou se tem responsabilidades na estrutura do quadro em monoberço com tubos de aço e reforços estruturais…ou se é um pouco de cada uma destas, mas a verdade é que a capacidade deste modelo em permitir uma boa motricidade, uma quase ausência de vibrações indesejadas no guiador e a forma como faz a filtragem do piso mais irregular, é merecedor dos maiores elogios que possa dar a um modelo nesta área.

Já conduzi scooters que custam quase 4x mais e garantidamente que não consegui receber um feedback tão positivo na relação com a cidade e o seu piso característico, como aquilo que consegui aos comandos da Medley. Parabéns Piaggio pelo trabalho conseguido nesta difícil área e em que os compromissos para o alcançar não serão nada fáceis.




Em matéria de pneumáticos, a Medley testada apresentava-se com uns Maxxis Extramaxx e garanto que quando vi aquela profusão de “X’s” nos flancos dos pneus, pensei para mim que aquilo era exagerado. Mas em matéria de desempenho, seja pela quantidade de X ou porque realmente estão perfeitamente aptos a servir a Medley, aquilo que senti foi um bom grip e uma sensação de segurança que em nenhum momento foi beliscada.

Quanto ao consumo alcançado, confesso que não faço a menor ideia porque não a conduzi com a ideia de aferir tal situação, mas sempre posso dizer e acreditando que os consumos reais não fugirão muito do alegado pela marca, que será perfeitamente possível fazer abaixo dos 2,5L/100Kms. Para o caso em questão, realço que a marca alega que este modelo consegue fazer em ciclo combinado uns impressionantes 47,5kms/por Litro na motorização aqui em teste (125cc).

Em termos de autonomia, os 7L de combustível que leva o seu depósito, darão hipoteticamente e numa condução despreocupada, para fazer qualquer coisa como 300Kms, aproximadamente.




Já em termos de ciclos de manutenção, recebo outra surpresa, ou melhor…uma meia-surpresa, pois é já do meu conhecimento por via de outros test-rides que realizei, que os modelos da Piaggio têm planos de manutenção suficientemente alargados.

Ora como não poderia deixar de ser, a Medley é nesse campo também um bom exemplo, pelo que os intervalos entre revisões fazem-se a cada 10.000Kms/ou 1 ano e com trocas de correia a cada 20.000Kms.

Em jeito de conclusão...

Quando fui convidado para este teste e me foram disponibilizadas as chaves da unidade, sem me ter sido imposto qualquer tipo de limite na quilometragem, na verdade não sabia muito bem o que esperar ou a que tipo de aspectos deveria estar mais atento durante o test-ride, pois existem no mercado tão bons exemplos de citadinas, que pensei que esta era no fundo “apenas mais uma…”.

Mas foi o próprio modelo que se mostrou, que fez questão de enaltecer as suas qualidades e mostrar que não se trata de um modelo que vai viver na sombra de outras por melhores que sejam.

A escolha da primeira foto que encabeça este teste não foi inocente, e quando a captei com a folhagem a cobrir parte do seu design, queria na verdade mostrar…no final e com uma foto captada no mesmo local, que se trata de uma scooter que não tem nada a esconder e que deve ser vista e apreciada na sua globalidade como um bom produto e com detalhes muito bem conseguidos.



Agradecimentos:
- Agradecimento à empresa Conceição Machado, Lda., importadora das várias marcas do universo Piaggio para Portugal e que dirijo em especial à administradora, Drª Sara Chen;
- Agradecimento à equipa do concessionário Motodiana em Évora, que tem demonstrado e deixado bem vincado um dinamismo e proactividade muito grande nos últimos anos, tendo disponibilizado a unidade para teste.

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- Escrevo e faço a minha análise com um mais do que natural amadorismo na área, tendo a isenção e o rigor como critérios indissociáveis e omnipresentes;
- As unidades são-me facultadas sem alterações de qualquer ordem e conforme as especificações de fábrica (com algumas excepções, são normalmente unidades já rodadas);
- Nada recebi de qualquer género até à data por aquilo que faço, pelo tempo que disponho e pelas horas frente a um computador para partilhar com os demais aquilo que vou vivendo nos testes e que posteriormente publico (se acaso algum dia tal suceder, informarei sem problemas!);
- Os testes que por aqui vou colocando são de acesso público, podem ter o seu link partilhado livremente e não coloco nem nunca coloquei qualquer marca d'água nas fotos que tiro;
- Exceptuando algum caso pontual, o contacto inicial normalmente parte de mim para ter a possibilidade de testar algum modelo, não tendo aceite até ao momento unidades de companheiros do fórum e unicamente por uma questão de princípio e responsabilidade pelo bem de outrém;
- Reconheço algumas limitações em determinados termos técnicos ou mecânicos muito específicos, socorrendo-me por vezes da pesquisa por forma a dar a conhecer ao leitor aquilo que abordo, fazendo-o com termos mais simples e compreensíveis.


« Última modificação: 12 de Agosto de 2016, 02:48 por Sapiens21 »

tparracho

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Re: TEST-RIDE » Piaggio Medley 125
« Responder #1 em: 12 de Agosto de 2016, 10:05 »
Mais um excelente teste Isaac.

Está aqui uma séria candidata a destronar a PCX ou a NMAX pelas nossas bandas. Já em Itália, não tenho dúvidas que será uma best-seller.  _pol_

Offline meneses85

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Re: TEST-RIDE » Piaggio Medley 125
« Responder #2 em: 12 de Agosto de 2016, 14:23 »
Mais um excelente teste Isaac.

Está aqui uma séria candidata a destronar a PCX ou a NMAX pelas nossas bandas. Já em Itália, não tenho dúvidas que será uma best-seller.  _pol_

Por acaso gostei muito desta Medley...
Mas não sei se será mota para destronar a PCX e a NMAX visto que estes dois ultimos modelos encontram-se no patamar acima (apesar de serem todas 125) em termos de resguardar mais o seu condutor.
A PCX e a NMAX com aquelas carenagens todas e vidro mais alto acho que é o tipo de mota para o ano inteiro, enquanto que a Medley é para esta altura do ano... :) (mas isto é só a minha opinião)

CarlaLopes

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Re: TEST-RIDE » Piaggio Medley 125
« Responder #3 em: 12 de Agosto de 2016, 14:43 »
Raios, e eu a pensar que a altura do banco era mais comedida. Pensava ter lido algures que a altura era mais acessível aos mais baixos.
Acho-a uma Scooter muito bonita e é maior do que a Pcx e  N max. Poderá ser uma vantagem ou desvantagem, depende daquilo que o comprador procurar.
Acho-a superior às duas mencionadas, equiparando-a mais à SH.

Offline Joao Santos

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Re: TEST-RIDE » Piaggio Medley 125
« Responder #4 em: 12 de Agosto de 2016, 16:37 »
Palavras para quê. Excelente trabalho e já agora gostaria de saber se este motor vai de Itália para ser montado na Medley ou é Fabricado no Vietname também.

João  scooter_ _scp_ scooter_ _scp_
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Offline carlospira

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Re: TEST-RIDE » Piaggio Medley 125
« Responder #5 em: 12 de Agosto de 2016, 17:57 »
Boas, 
Era mesmo disto que eu estava a espera.  Uma opinião isenta e sincera.  Eu gosto muito desta scooter,  e vem muito bem  "recheada"... . A meu ver,  resta saber agora se o pós-venda será melhor do que até  agora...

Um abraço Isaac
« Última modificação: 12 de Agosto de 2016, 18:37 por carlospira »
Carlos Pires
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Offline Sapiens21

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Re: TEST-RIDE » Piaggio Medley 125
« Responder #6 em: 12 de Agosto de 2016, 20:16 »
Muito obrigado pelas vossas palavras.  _pol_

A Medley é de facto uma scooter que, dentro do conceito de roda alta, tem argumentos muito bons e válidos para qualquer um que procure um veículo rápido, económico, com boa capacidade de carga e capaz de enfrentar os mais variados tipos de piso das cidades Europeias.  _pol_

Offline limaeco

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Re: TEST-RIDE » Piaggio Medley 125
« Responder #7 em: 29 de Dezembro de 2017, 16:54 »
Mais um excelente teste Isaac.
como sempre leio sempre com bastante atenção,as refleções do companheiro,sempre com aquela imparcialidade e seriedade que só um grande amor pelas duas rodas pode transcrever com tanto rigor e clareza,bem haja companheiro,quanto ao que o companheiro tparracho diz(Está aqui uma séria candidata a destronar a PCX ou a NMAX[/i])tenho muitas dúvidas relativamente á NMax até acredito que a destrone mas a PCX duvido,basta ver as vendas PCX cerca de 9000 unidades ,NMax cerca de 900 se os números que me facultaram estiverem corretos .
Se alguém tiver dados mais concretos agradeço que me corrija,quantoá scooter em questão também acho que vai vender bem não tanto como a PCX já com provas mais que dadas e só por isso terá que se implantar no mercado e mostrar o que vale,embora eu concorde que é uma belíssima máquina,mas não esquecer que é uma citadina tal como a PCX.
Bom ano novo a todos os companheiros . scooter_

Easyrider70

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Re: TEST-RIDE » Piaggio Medley 125
« Responder #8 em: 02 de Junho de 2018, 12:34 »
Olá!

Tive a oportunidade de conduzir a Medley e esse espaço sob o banco é qualquer coisa de espectacular para uma scooter dessa gama.
Cumps

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Re: TEST-RIDE » Piaggio Medley 125
« Responder #9 em: 19 de Dezembro de 2018, 23:04 »
Boa descrição sobre a moto, em principio vou comprar em Janeiro. Já agora o modelo que experimentas te é o mesmo que continua em vigor certo?
Perspectivas de novos modelos para 2019?

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Offline Nuno Duarte

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Re: TEST-RIDE » Piaggio Medley 125
« Responder #10 em: 03 de Janeiro de 2019, 06:29 »
Como é do vosso conhecimento, sou possuidor de uma Medley, sim deparei-me com algumas dificuldades pela altura do Banco, para mim que tenho 1.67 não fica fácil chegar com os pés ao chão, quanto a desempenho já que a comprei a 0Kms, também me deparei com a dificuldade de passar os 90kms/h .
Agora já com mais rodagem e tendo-a posto a prova nos mais diversificados pisos, ela já chega aos 110kms, não e muito mais e suponho que não passará dai tão brevemente. Já fiz trajectos longos e em termos de conforto não está mal, sendo que não se trata de uma Maxi Scooter, não posso exigir muito mais dela. É uma moto que desenvolve bem em cidade, fácil de manobrar, e o facto de ter travões ABS e sem duvida uma grande vantagem, sobretudo para mim que sou novo nestas andanças... o máximo que tinha conduzido antes desta menina, foi uma Piaggio Zip 50cc.
Em termos gerais estou muito satisfeito e seja de verão como de inverno tenho andado com ela e nem penso em comprar carro para evitar a chuva, a moto e muito segura mesmo na chuva, não fosse pelo problema que indiquei num post anterior, o facto de usar óculos e de eles embaciarem, de resto não tenho mais problemas que não tivesse com qualquer outro modelo. Obrigado pelo magnifico teste ride.
Simplesmente abençoado!
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Offline carlospira

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Re: TEST-RIDE » Piaggio Medley 125
« Responder #11 em: 03 de Janeiro de 2019, 09:59 »
Boas companheiro Nuno,


Esse problemas da altura ...Também o tenho... _Rolley_ _Rolley_ _Rolley_ ( Além dos óculos... _careta_ _careta_ _careta_)
Eu ainda sou mais baixo do que tu ( 1,63mts  _Zang_ _Zang_ ) Resolvo isso chegando-me para a frente no banco...Já tive foi um " piqueno"  percalço ao descer.... Não reparei que a valeta era " já ali " e ao pôr o pé no chão...Ele não estava lá... _lool_ _lool_ Resumindo, fui com ela ao chão e entortei a manete do travão...
O conforto do banco é relativo...Não acho nada confortavel ( ando 4/5 horas em cima dele todos os dias...)

De resto é  " gasosa "  para dentro e enrolar punho...

Boas curvas

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Carlos Pires
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Offline Mercurio

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  • Marca: Yamaha
  • Modelo: Xmax 300
Re: TEST-RIDE » Piaggio Medley 125
« Responder #12 em: 03 de Janeiro de 2019, 12:36 »
Excelente review.